
Para Sempre: Diogo Morgado e Inês Castel-Branco desvendam segredos das personagens, da nova novela.
Diogo Morgado e Inês Castel-Branco são os protagonistas de ‘Para Sempre’, a nova novela da TVI, que estreou ontem.
Diogo Morgado interpreta Pedro, na nova trama da TVI, tendo revelado que Pedro “é um tipo cheio de conflitos que foi abandonado pela mãe e não sabe porquê. Cresce a achar que ela não tinha condições para o ter, depois aos 40 e tal anos descobre por um telefonema anónimo que isso não é verdade e chega então ao conhecimento de que a mãe é uma das pessoas mais ricas do Norte“, em declarações à Telenovelas.
“A partir daí não consegue seguir a vida dele. Ao mesmo tempo que existe esse conflito acabamos por perceber que o Pedro não é o tipo mais correto do mundo, porque desde miúdo que cresceu em casas de correção e foi sobrevivendo com negócios esquisitos, tornando-se num sobrevivente. É um tipo com posses e não se percebe como é que adquiriu essa riqueza“, acrescentou.
“Ele é muito complicado. O público vai estar sempre a questioná-lo. Ele não tem ética, tem uma espécie de gangue, muitas vezes são eles que lhe dizem para se acalmar. Este não é um protagonista bonzinho“, disse ainda.
Inês Castel-Branco interpretará Clara, que será a salvação de Pedro: “O Pedro está num sítio tão negro que ela é a sua boia de salvação. Quando eles se conhecem ele é um rufia, assalta-a. O choque é muito grande no início, mas depois ela torna-se na única coisa boa que ele teve desde que foi abandonado. Isto marca-o tanto, tanto, que ele nunca se esquece dela“, acrescentou o actor.
“A Clara é a luz do início desta história, uma rapariga bastante solar, romântica, recatada, que acredita no amor, sonha casar-se e ter filhos, é professora, maestrina de um coro infantil. Tem alguns traumas da infância e segredos do começo da vida adulta que lhe dificulta algumas partes da vida pessoal“, disse a actriz.
Um dos dramas vividos pela sua personagem é relacionado com a infertilidade. “Eu também sofri isso na pele, por isso, não foi uma coisa para a qual tivesse de fazer muita pesquisa, já sabia tudo o que havia para saber, já tinha passado pelo mesmo. Mas quando comecei a ler, disse logo ‘A Clara é muito parecida comigo, que engraçado’. Se calhar, um bocadinho mais ingénua e romântica, mas temos muita coisa em que nos tocamos, como as amigas, o facto de ela ver sempre o melhor nas pessoas, de querer salvar toda a gente“, acrescentou.





