GNR desmantela rede de contrafação no distrito de Braga e apreende mais de 1.400 artigos falsificados, revelou em comunicado.
Operação “MALHA” levou à constituição de três arguidos e à apreensão de milhares de produtos e materiais ilegais
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou, através de um comunicado, que a Unidade de Ação Fiscal (UAF), por intermédio do Destacamento de Ação Fiscal (DAF) do Porto, realizou no dia 6 de outubro a Operação “MALHA”, no distrito de Braga.
A ação resultou na constituição de três arguidos, com idades entre os 38 e 52 anos, e na apreensão de 1 454 artigos de vestuário e calçado contrafeitos.
Operação visou combater crimes de contrafação e fraude
De acordo com o comunicado da GNR, esta operação teve como objetivo “combater e prevenir ilícitos relacionados com contrafação, imitação e uso ilegal de marca, venda ou ocultação de produtos, bem como fraude sobre mercadorias”.
A investigação, que decorreu durante cerca de um ano e meio, foi conduzida sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga.
Durante o processo, apurou-se que “um grupo de indivíduos, atuando de forma concertada e continuada, procedia à colocação em circulação de diversos artigos têxteis contrafeitos”.
Segundo a GNR, “a atividade desenvolvida pelos suspeitos incluía o fornecimento das matérias-primas, a produção e/ou transformação dos artigos e a sua posterior distribuição no território nacional e em Espanha”.
Apreensão de milhares de produtos e equipamentos
No decorrer da operação, foram cumpridos quatro mandados de busca domiciliária e 17 mandados de busca não domiciliária, realizados em veículos, armazéns e garagens.
Destas diligências resultou a apreensão de uma grande quantidade de material, entre o qual se destacam:
- 1 454 artigos de vestuário e calçado contrafeitos;
- 5 209 etiquetas de marcas conceituadas;
- 12 caixas com sacos de embalamento;
- 11 sacos e oito rolos de etiquetas de marcas conceituadas;
- Uma máquina de confeção de etiquetas;
- Três telemóveis, dois discos de armazenamento de dados e uma viatura.
A GNR informou ainda que foi “recolhida diversa documentação, bem como prova digital, tendo em vista a sustentação de factos que sirvam para a fundamentação do ilícito criminal”.
Operação envolveu mais de três dezenas de militares
A Operação “MALHA” contou com a participação de 35 militares da Unidade de Ação Fiscal da GNR, além do apoio de uma equipa de perícia digital forense, um binómio cinotécnico do Comando Territorial de Braga e dois binómios cinotécnicos do Comando Territorial de Viseu.
A investigação prossegue sob a alçada das autoridades competentes, que pretendem apurar a total extensão da rede de contrafação e o eventual envolvimento de mais indivíduos.

