Tânia Laranjo acompanha marcha lenta de camionistas e deixa alerta sobre custo de vida: “Isto não é um problema dos camionistas. É nosso”, disse.
Tânia Laranjo acompanhou esta sexta-feira, 25 de setembro, uma marcha lenta de camionistas na A1 e aproveitou a experiência para deixar uma reflexão sobre o preço dos combustíveis e o peso crescente das despesas no orçamento das famílias portuguesas.
A jornalista da CMTV fez parte do percurso dentro de um camião, acompanhada por Adrian e pelo motorista que identificou como senhor Ramos, enquanto vários veículos seguiam lentamente entre Paredes e Coimbra.
“Estou dentro de um camião com o Adrian e o sr. Ramos. Lá fora, centenas e centenas seguem devagar pela A1, entre Paredes e Coimbra. É uma marcha lenta contra o preço dos combustíveis.”
A partir daí, Tânia Laranjo alargou a reflexão para lá do protesto dos profissionais do setor.
“E eu começo a achar que o país inteiro está numa marcha lenta. Não por opção. Por falta de dinheiro.”
“Tudo anda de camião antes de chegar à nossa mesa”
Para a jornalista, a questão dos combustíveis não se limita a quem trabalha diariamente na estrada.
“Isto não é um problema dos camionistas. É nosso. Dos que pegam no carro para ir trabalhar. Dos que ainda cometem a extravagância de ir ao supermercado comprar comida.”
Tânia chamou também a atenção para o impacto dos transportes no preço final dos produtos.
“Comida que também veio de camião. Tudo anda de camião antes de chegar à nossa mesa. E agora anda tudo mais caro.”
A publicação prosseguiu com uma reflexão sobre a forma como as famílias conseguem gerir despesas mensais cada vez mais pesadas.
“Cada vez me pergunto mais como é que vive a maioria dos portugueses. Um salário de mil euros, dois filhos menores e uma casa onde aparentemente tudo decidiu cobrar renda: a luz, a água, o supermercado, a escola, o carro, o combustível.”
“Se abrir a carteira, sai de lá um papel a pedir ajuda”
Tânia Laranjo recorreu depois ao humor para falar das recomendações de contenção financeira.
“Depois dizem-nos para fazer uma gestão responsável do orçamento familiar. A maioria das pessoas também gostava.”
E completou: “Mas os orçamentos familiares já estão numa fase em que, se abrir a carteira, sai de lá um papel a pedir ajuda.”
A jornalista terminou a publicação mantendo o mesmo registo irónico.
“Hoje são os camiões que andam devagar. Amanhã, se isto continua assim, somos nós. A pé. Em fila indiana. E, para poupar, ainda levamos o carro às costas.”
