Rafael Leão recorda início com Jorge Jesus e explica o que mudou na Seleção com este selecionador nacional.
Rafael Leão reencontrou Jorge Jesus na Seleção Nacional e acredita que o conhecimento que o treinador tem das suas características poderá ajudá-lo nesta nova fase.
O internacional português entrou aos 56 minutos da vitória por 2-1 frente à Noruega, depois de não ter sido utilizado diante do País de Gales, e falou na zona mista sobre o novo ciclo da equipa nacional.
Jesus conhece Leão “física, tática e psicologicamente”
O avançado começou por destacar a rapidez com que Jorge Jesus conseguiu trabalhar alguns comportamentos coletivos.
“O mister conseguiu organizar muito bem a equipa em poucos dias.” Leão recordou ainda que foi Jesus quem lhe deu a oportunidade de se estrear nos palcos profissionais e que o treinador conhece bem as suas características físicas, táticas e psicológicas.
O jogador garante estar disponível para atuar em qualquer posição e acredita que o selecionador poderá ajudá-lo a mostrar mais das suas qualidades.
Sobre a concorrência, Leão destacou a quantidade de soluções existentes e considera que os jogadores estão preparados para responder quando forem chamados. Na sua leitura, Jesus tem também procurado colocar cada elemento em zonas onde poderá ser mais determinante.
João Félix como exemplo
Rafael Leão apontou João Félix como um dos exemplos dessa utilização.
Recordou as críticas que o companheiro tem recebido ao longo dos últimos anos e sublinhou que Félix está agora a mostrar novamente a qualidade que lhe reconhece. Leão destacou ainda que, apesar das referências frequentes ao campeonato saudita, o avançado está a conseguir transportar essa influência para os jogos da Seleção na Europa.
João Félix marcou frente ao País de Gales e voltou a fazê-lo diante da Noruega.
“Jesus trouxe-nos uma capacidade defensiva muito forte”
Quando lhe pediram que identificasse a principal mudança relativamente ao período de Roberto Martínez, Rafael Leão apontou diretamente para o comportamento sem bola.
“Jesus trouxe-nos uma capacidade defensiva muito forte.”
O avançado explicou que a Noruega teve longos períodos com posse de bola, mas Portugal conseguiu manter-se compacto durante todo o encontro, tanto com a bola em movimento como nas situações de bola parada.
Para Leão, era precisamente essa consistência que faltava à Seleção nos encontros de maior dificuldade. O jogador considera que Portugal já tinha muita qualidade ofensiva, mas cometia mais erros na vertente defensiva, uma área onde sente agora evolução.
Galatasaray e o objetivo do pentacampeonato
Rafael Leão falou ainda sobre a mudança para o Galatasaray, concretizada no último verão depois da saída do Milan.
O internacional português descreveu o campeonato turco como competitivo e destacou a presença de vários jogadores de nomeada. Explicou também que sentiu uma vontade forte do Galatasaray em contratá-lo e ficou convencido pelo projeto desportivo apresentado.
Leão acredita que a equipa tem condições para voltar a lutar pelo título e assumir como objetivo a conquista do pentacampeonato.
