Big Brother All Stars: Pedro Chagas Freitas defende Francisco e Luís e Pedro Jorge pede igualdade

Big Brother All Stars: Pedro Chagas Freitas defende Francisco e Luís e Pedro Jorge pede igualdade, nas redes sociais.

Pedro Chagas Freitas acredita que Francisco Monteiro e Luís Gonçalves poderiam ser amigos fora do confronto que os opõe no «Big Brother All Stars». Numa publicação no Facebook, o escritor afirmou conhecer ambos e recusou reduzir qualquer um dos concorrentes à rivalidade televisiva.

A intervenção surge quando a discussão que levou à nomeação direta de Luís continua a dividir opiniões. Pedro Jorge também se pronunciou, questionando a diferença de tratamento entre os dois participantes, embora tenha esclarecido que não apoia nenhum deles.

A sanção foi justificada pelo Big Brother com a forma como Luís se dirigiu aos colegas e com o incumprimento das chamadas ao confessionário, depois do confronto motivado pela «Curva da Vida» de Francisco.

“São mais parecidos do que pensam”

Na publicação, acompanhada por uma imagem dos dois concorrentes, Pedro Chagas Freitas partiu do contacto pessoal que teve com ambos para explicar a sua posição.

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“O Francisco e o Luís são boas pessoas. Já estive pessoalmente com ambos, gosto muito dos dois. Do que lhes conheço, sei que poderiam ser bons amigos. São mais parecidos do que pensam: ambos estão ligados a uma humanidade visceral, e cada um reage à sua maneira, de acordo com o caminho que fizeram.”

O escritor reconheceu os excessos dos dois, enquadrando-os nas circunstâncias do programa: “Somos muito do que percorremos, não somos? Dizem o que pensam, cometem erros, são excessivos, são profundamente impulsivos, por vezes fazem porcaria da grossa. Estão num jogo, com regras próprias, com uma construção narrativa que nenhuma outra consegue trazer: ninguém nos prepara para o que sente o outro.”

Também destacou a exposição a que se sujeitam: “São corajosos: atiram-se, tentam, esbracejam, procuram incansavelmente a acrobacia complexa da sobrevivência. São, no fundo, como nós todos aqui fora, mas com câmaras a filmar. Nenhum dos que estão a ler este texto, muito menos este que escreve estas linhas, estaria a salvo de, nas mesmas circunstâncias, fazer tanta ou mais bosta do que cada um deles.”

Escritor questiona o peso do preconceito

A reflexão de Pedro Chagas Freitas estendeu-se à forma como o público interpreta os comportamentos dos concorrentes.

“Somos o contexto. Somos também o preconceito. Acho até que o contexto nos impõe uma espécie de preconceito. Quando agimos em função do que acreditamos ser o outro, não somos justos. Dentro do preconceito, não há justiça; só mesmo preconceito. Nada é mais burro do que o preconceito.”

“Há pessoas que se odeiam quando poderiam facilmente gostar-se muito, ser grandes amigos. Somos animais de influência, de uma sensação de que há certo e errado. Muitas das vezes não há, e é tão bonito que seja assim”, acrescentou.

No final, deixou um desejo dirigido aos dois participantes: “Gosto muito deles. São, ao que parece, rivais. Para mim, são duas boas pessoas, artificialmente colocadas no ponto de mira uma da outra. É assim na vida também. Quantas vezes somos alvos e atiradores de outros sem sabermos muito bem porquê? Quando saírem, só desejo que venham felizes, e sempre capazes de continuarem as pessoas que eram quando entraram. Eis tudo.”

Pedro Jorge contesta critérios da sanção

No Instagram, Pedro Jorge abordou o episódio através de uma imagem gerada com inteligência artificial, na qual Francisco Monteiro surgia representado no corpo de um bebé.

O antigo vencedor de «Secret Story» enumerou expressões que atribuiu ao concorrente, entre elas “asqueroso”, “australopiteco”, “troglodita”, “porco”, “bronco”, “miserável”, “javardo” e “ignorante”.

“Uma sanção que é dada a outro concorrente porque, supostamente, houve mais faltas de respeito. Pois… São só alguns dos nomes que o Monteiro se farta de chamar”, escreveu.

Numa publicação posterior, Pedro Jorge esclareceu o sentido da intervenção e afastou um apoio a Luís Gonçalves: “Dizer que não levem com tanta seriedade! É apenas um post com algum tipo de comédia e leveza. Não estou do lado de ninguém, nem apoio ninguém. Não apoio o Luís. Para que fique esclarecido! Só quero igualdade. O Zaza também, para a inteligência que diz ter, tem usado muito adjetivação para argumentar.”

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