Gonçalo Ramos recorda suplência no Mundial: “Tinha de ter entrado sem dúvida”

Gonçalo Ramos recorda suplência no Mundial: “Tinha de ter entrado sem dúvida”, afirmou em recente entrevista.

Foto: FPF

Gonçalo Ramos considera que deveria ter sido utilizado no jogo com a Espanha que ditou a eliminação de Portugal do Mundial de 2026. Numa conversa com Luís Freitas Lobo, transmitida pela Sport TV na quarta-feira, 30 de setembro, o avançado explicou que estava previsto entrar num eventual prolongamento, que acabou por não acontecer.

O tema surgiu quando o entrevistador recordou o contributo de Ramos no encontro anterior, frente à Croácia, em que marcou o golo que ajudou a garantir a passagem aos oitavos de final.

“Algum treinador te deve um pedido de desculpas? Por uma razão muito simples, nesse jogo entraste a 10 minutos do fim e fizeste o golo, no jogo seguinte nem um minuto e estávamos a precisar de marcar”, perguntou Luís Freitas Lobo.

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Ramos respondeu: “Provavelmente, sim.”

O plano passava pelo prolongamento

O internacional português explicou que a decisão de Roberto Martínez estava relacionada com a possibilidade de a partida se prolongar para além dos 90 minutos.

“A ideia do jogo seguinte contra a Espanha era eu entrar no prolongamento”, revelou.

Portugal acabou, porém, por sofrer perto do final e foi eliminado sem que o avançado saísse do banco.

“Claro que naquele jogo estava 0-0 até ao último minuto, acabámos por ser infelizes e perdemos no fim. A probabilidade de existir um prolongamento é sempre baixa”, afirmou.

Para Ramos, a frustração foi agravada pela confiança com que chegava ao encontro, depois de ter contribuído para o apuramento. O jogador descreveu a dificuldade de estar “motivado que acabou por ‘levar’ — claro que não fui eu sozinho, é um trabalho de equipa — com um golo a equipa à próxima fase… não jogar e nem sequer ter oportunidade de ir lá para dentro”.

“Não há que ficar chateado”

Apesar de discordar da opção, Gonçalo Ramos garantiu que não pretende alimentar ressentimentos em relação ao antigo selecionador.

“Acabo por vir para casa — e talvez o ‘mister’, não sei, não falei com o ‘mister’ sobre isso — com um sabor agridoce”, reconheceu.

O avançado admitiu que uma análise posterior poderia levar a outra decisão: “Se calhar, se fosse hoje, o ‘mister’ teria feito de maneira diferente. Mas acho que estamos bem resolvidos todos, não há que ficar chateado, temos de perceber as decisões, mas tinha de ter entrado sem dúvida.”

A entrevista foi transmitida antes da vitória de Portugal por 4-2 na Dinamarca, na qual Ramos marcou e fez uma assistência, já sob o comando de Jorge Jesus.

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