Bruno Fernandes pede união e defende despedida de Ronaldo “num dia de festa”

Bruno Fernandes pede união e defende despedida de Ronaldo “num dia de festa”, ao abordar o assunto.

O médio revelou que falou com Cristiano Ronaldo e espera que o capitão não decida abandonar definitivamente a Seleção “a quente”. No Dragão, garantiu que não existem divisões entre os jogadores.

Bruno Fernandes quer que uma eventual despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional aconteça “num dia de festa”. O médio revelou ter conversado com o avançado e manifestou a esperança de que a saída do estágio em Copenhaga não se transforme no fim da sua ligação à equipa portuguesa.

As declarações foram feitas este sábado, 3 de outubro, na antevisão ao encontro com a Noruega, no Estádio do Dragão. Depois de abordar o assunto em conferência de imprensa, Bruno Fernandes desenvolveu a sua posição numa entrevista à RTP3.

“Eu falei com o Cris por respeito, por saber o que significa para nós portugueses, e porque a minha esperança é que ele não tome decisões a quente e queira abandonar seleção de vez, porque se o quiser fazer, tem de ser num dia de festa e não de uma maneira assim como foi”, afirmou.

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“Tem de ser num dia de festa e não num dia em que o país fique dividido”

O jogador do Manchester United defendeu que o percurso de Ronaldo exige uma despedida à altura do que representou para Portugal.

“Assim o merece, é o maior ícone do nosso futebol e do país, alguém que levou o nome do país a lugar e patamar onde nunca tinha estado, com todo o respeito por Eusébio e Luís Figo”, declarou à RTP3.

Bruno Fernandes voltou a insistir na necessidade de preservar a união em torno da equipa.

“Se um dia tiver de acontecer Ronaldo deixar Seleção, tem de ser num dia de festa e não num dia em que o país fique dividido. Estar na seleção tem de ser lugar para todos e lugar de todos e onde não existem esse tipo de divisões”, acrescentou.

Conversa com Ronaldo antecedeu intervenção pública

Na conferência de imprensa, o médio já tinha revelado que transmitiu diretamente ao capitão o reconhecimento que agora expressava perante os jornalistas.

“Eu não tenho a necessidade de falar com os meus colegas de equipa, todos nós sabemos como gerir as nossas próprias situações. Temos uma situação na Seleção que em nada tem a ver com os jogadores e acho que o papel mais importante que podemos ter é dar resultados em campo”, começou por explicar.

“Em relação ao Cristiano, tive uma conversa com ele e o que lhe disse a ele é o que repito aqui: o mais importante é que, independentemente daquilo que aconteça, Cristiano Ronaldo nunca deixará de ser o maior símbolo da nossa Seleção, no nosso futebol e do país. Pelo que fez não só em Portugal, mas pelo mundo fora”, afirmou.

“Aqui não existem divisões na Seleção”

Bruno Fernandes rejeitou a ideia de que o conflito tenha dividido o balneário e defendeu que os assuntos internos devem ser resolvidos sem exposição pública.

“Tem um lugar reservado não só nos melhores de todos os tempos, mas também no coração de todos os portugueses e o mais importante é deixarmos de dividir as águas, aqui não existem divisões na Seleção. É uma só e continuará assim, apesar dos ruídos que possam vir de fora. Todas as casas devem resolver os seus assuntos de porta fechada e acho que é assim que a Seleção deve funcionar, e acredito que irá funcionar”, declarou.

O médio manifestou ainda o desejo de que o desfecho seja positivo para todos os envolvidos e explicou que o grupo tem procurado manter as suas rotinas, passando tempo na sala dos jogadores, entre jogos de cartas e televisão.

O apelo final foi dirigido ao país: “O que peço mais uma vez é que o país não se divida, que não faça escolhas, que viva isto tudo de um só. Que respeite e aceite todos os lados, mas que ao mesmo tempo, como eu disse, o Cris é, e será sempre, o maior ícone da nossa seleção, do nosso futebol e também do futebol mundial, e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais e goste menos”.

Noruega exige nova resposta em campo

Sobre o encontro de domingo, Bruno Fernandes recordou as dificuldades do primeiro jogo com os noruegueses, no qual não participou.

“Teve de saber sofrer também pela qualidade da Noruega. É uma Seleção com jogadores de grande nível, nós temos feito também um bom trabalho defensivo. Há sempre coisas a melhorar, não foi diferente no último apesar do resultado e da exibição. O mais importante é conseguir resultados e foram três pontos muito importantes, que amanhã sejam mais três para estarmos mais perto do objetivo”, afirmou.

Quanto à concorrência por um lugar na equipa, remeteu as escolhas para Jorge Jesus.

“Quem vai ter espaço ou não, cabe ao mister decidir, ainda bem que não cabe a mim. É sinal que temos grande qualidade no nosso grupo, jogadores que podem estar em posições diferentes, que podem estar em campo ao mesmo tempo. É um ponto positivo. Estar no espaço Seleção é algo extraordinário e não deve ser visto de forma negativa se jogares mais ou menos. Todos queremos jogar, representar o nosso país e causar dores de cabeça ao mister”, concluiu.

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