Tânia Laranjo partilha história de Pilar e Salvador e pede que não sejam esquecidos e possam ser ajudados.
A jornalista apresentou os dois “meninos-borboleta” numa publicação no Facebook. Segundo anunciou, estarão no Dragão para apoiar Portugal frente à Noruega.
Tânia Laranjo dedicou uma publicação no Facebook a Pilar e Salvador, duas crianças que descreve como “meninos-borboleta”, chamando a atenção para as dificuldades que enfrentam e para a necessidade de manter o apoio para lá da exposição mediática.
“Há crianças que pedem brinquedos. A Pilar e o Salvador pedem tempo. Tempo sem dor. Tempo para crescer. Tempo para serem apenas crianças”, escreveu a jornalista este sábado, 3 de outubro.
A mensagem acompanha uma fotografia dos dois e anuncia a presença no Estádio do Dragão, no domingo, para assistir ao jogo da Seleção Nacional.
Esperança num medicamento
Na publicação, Tânia Laranjo descreveu a fragilidade da pele das crianças e a expectativa em torno de um tratamento.
“São meninos-borboleta. A pele é tão frágil que pode abrir com um gesto que, para os outros, é só um abraço. E vivem à espera de um medicamento que pode mudar tudo. Não lhes promete uma vida perfeita. Promete-lhes qualquer coisa que para nós parece banal: menos dor, mais liberdade, mais infância”, afirmou.
A jornalista não identificou, nesse texto, o medicamento referido nem detalhou as condições de acesso.
Clubes diferentes, a mesma Seleção
Tânia Laranjo explicou que a história de Salvador já tinha sido contada e que seria agora a vez de dar a conhecer Pilar na CMTV.
“Hoje, a história é a da Pilar. A do Salvador já a contámos. Ela é do Sporting. Ele é do Benfica. E talvez seja esta a melhor parte: no meio de tudo o que lhes dói, ainda há espaço para discutir futebol”, escreveu.
A rivalidade entre clubes dará lugar ao apoio conjunto a Portugal.
“Hoje vão ser estrelas na CMTV. Domingo, estarão no Dragão a ver Portugal. Durante umas horas, não serão meninos-borboleta. Serão apenas a Pilar e o Salvador, a gritar pela Seleção”, acrescentou.
O apelo final foi para que a atenção às duas crianças tenha continuidade: “E que ninguém se esqueça deles quando as luzes se apagarem!”.
