Duarte Gomes responde às críticas à CMTV: “Trabalhar não é vergonha para ninguém”, através das redes sociais.
O antigo árbitro confirmou a colaboração com a Medialivre e explicou que recebeu a proposta no dia em que anunciou a demissão da Federação. Garante que a mudança não altera a sua independência.
Duarte Gomes reagiu às críticas à sua entrada no comentário desportivo da Medialivre, afirmando que a decisão profissional não compromete a sua forma de pensar ou de intervir publicamente.
Numa mensagem nas redes sociais, no domingo, 4 de outubro, o antigo árbitro explicou que o grupo “foi o primeiro grupo ligado à imprensa que me apresentou uma proposta de colaboração, na área do comentário desportivo”.
Segundo contou, o convite chegou “no mesmo dia em que tornei pública a minha demissão do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem”.
Proposta recupera contacto de há dez anos
Duarte Gomes recordou que a Medialivre já lhe tinha apresentado uma oportunidade profissional há uma década, quando terminou a carreira de árbitro, “no exato momento em que anunciei publicamente a minha saída”.
Nessa altura, escolheu outro caminho. Sobre a proposta mais recente, escreveu: “Hoje, passados quatro meses, decidi aceitar.”
O antigo dirigente agradeceu a quem o apoiou e dirigiu-se depois aos críticos da contratação.
“No entanto, vejo que esta opção está a ser criticada por um conjunto de pessoas que, subitamente, parece ter descoberto a importância da ética e dos bons princípios”, afirmou.
Descreveu-os como “gente que, de repente, quebrou o silêncio dos últimos meses para se pronunciar sobre a opção profissional de alguém”.
“Vergonha é branquear”
Duarte Gomes defendeu o direito a aceitar o projeto e contrapôs a decisão de trabalhar a comportamentos que considera censuráveis.
“Deixem-me ser muito claro: trabalhar não é vergonha para ninguém”, escreveu.
“Vergonha é ficar, sabendo que há lodo por todo o lado. Vergonha é branquear, fazendo de conta que nada existe e que nada se passa. Vergonha é ignorar, mentir, enganar e abusar, na esperança de que ninguém saiba ou de que nada se prove”, acrescentou.
Para o novo comentador, um projeto “proposto com transparência e seriedade, é motivo de orgulho para qualquer pessoa de bem. Foi e é motivo de orgulho para mim”.
Garantia de independência
O antigo árbitro assegurou que a contratação não implica uma alteração das suas posições.
“Quem me contratou sabe que nenhuma casa ou registo editorial irá adulterar a minha forma de ser, pensar e estar. Isso está muito claro para todos e nunca poderia ser de outra forma”, afirmou.
Aos críticos, pediu que “não se preocupem tanto com o mensageiro, mas com a força da mensagem. Foquem-se nos factos, nas evidências, na verdade e, sobretudo, na convicção de que o tempo se encarregará de colocar tudo no seu devido lugar”.
Terminou com uma mensagem curta: “E fiquem tranquilos. Está tudo bem.”
Duarte Gomes estreia o seu espaço no Liga D’Ouro, da CMTV, na sexta-feira, 9 de outubro.
