Tânia Laranjo conta abordagem no Porto: “Um palavrão é praticamente uma medalha”, destacou nas redes sociais.
A jornalista relatou no Facebook um encontro à porta do Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Uma expressão que poderia ter sido entendida como insulto acabou por ser recebida como um elogio.
Um homem de boné do FC Porto aproximou-se de Tânia Laranjo enquanto a jornalista trabalhava junto ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Pediu-lhe atenção, anunciou que seria direto e deixou-lhe uma frase que a própria preferiu não reproduzir por inteiro.
O episódio foi contado no Facebook, numa publicação em que a jornalista explicou por que motivo recebeu aquelas palavras com humor.
“Apareceu com um boné do FC Porto. Eu estava no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, a fazer diretos sobre o carrossel do IVA. Chegou-se a mim e, com um ar muito formal, disse: ‘Tenho de lhe dizer uma coisa. Vou ser direto.’”
Tânia Laranjo antecipou o que se seguiria: “Eu já sabia o que vinha aí. Disse que eu era uma mulher de… pronto. Um palavrão.”
“Mas era um elogio”
A jornalista não revelou a expressão utilizada, mas deixou claro que não interpretou a abordagem como uma ofensa. O tom e as circunstâncias do encontro fizeram a diferença.
“Mas era um elogio. Daqueles elogios que só um tripeiro consegue fazer sem sequer achar que está a insultar alguém.”
Na publicação, reconheceu que poderia ter reagido de outra forma se as mesmas palavras tivessem sido ditas noutro contexto.
“Aliás, se fosse dito por outra pessoa, talvez eu me ofendesse. Dito por um homem de boné do FC Porto, à porta do Tribunal, depois de me avisar solenemente que ia ser direto, só podia ser um elogio.”
Tânia Laranjo terminou o relato com uma observação sobre a frontalidade que associou à cidade.
“E foi. Porque há coisas que não precisam de tradução. No Porto, às vezes, um palavrão é praticamente uma medalha.”
