Big Brother All Stars: Diogo Marcelino critica ataques de Francisco e Érica aponta falha no acompanhamento da produção.
Em entrevistas à TV 7 Dias, os dois antigos concorrentes fizeram o balanço das suas participações. Diogo falou das saudades da namorada e Érica explicou como a preocupação com o pai condicionou a experiência.
Diogo Marcelino considerou “baixo” o uso do seu passado como argumento nas discussões do “Big Brother All Stars”. Depois de sair na gala de 4 de outubro, o antigo concorrente disse à TV 7 Dias que estava preparado para referências a episódios pessoais, mas contestou a escolha de Francisco Monteiro.
“Estava preparadíssimo. Já sabia que iam trazer isso. O Francisco foi buscar a história de há anos, entre mim e o Wilson. E eu já estava preparado, estava psicologicamente inabalável… É algo que acho que não faz muito sentido servir como ataque, é baixo. Nunca fiz mal a ninguém a não ser a mim mesmo.”
O participante garantiu, porém, que terminou a experiência satisfeito com o apoio da família.
“A minha namorada, mãe e irmã, disseram que tinham muito orgulho em mim. Portanto, acho que não falhou nada. Fui muito feliz lá dentro. Não considero que seja inferior como jogador. Sou diferente, somos todos. Mas, eu tinha uma coisa que ia contra mim, não tenho teams. Sou um jogador old school, o último dinossauro.”
As saudades e o receio dos ataques à namorada
Diogo reconheceu que o afastamento da companheira pesou no início da participação.
“Numa fase inicial tive uma grande quebra, porque ela me fazia muita falta. Estava habituado a estar sempre com ela. Desfiz-me a chorar.”
Quando surgiram insinuações sobre a proximidade a Joana Albuquerque, a preocupação centrou-se nas consequências que a especulação poderia ter fora da casa.
“Em relação a isso estava super tranquilo”, afirmou sobre a confiança da namorada.
“O que me irritava era o que as pessoas podiam começar a criar à volta daquilo e que ela cá fora estivesse a levar com isso. Nunca foi em relação ao que ela pensasse. Mas sim, o massacre que ela pudesse levar…”
Entre as relações construídas no programa, destacou Miguel Vicente.
“A minha maior surpresa foi o Miguel. Adorei conhecê-lo. Achava que ele ia ser aquele pica-miolos barato e que não me ia dar bem com ele, e foi a melhor surpresa que tive.”
Quanto a regressar a um reality show, não fechou a porta: “É tudo uma questão de tempo.”
Érica explica o acumular de tensão antes da expulsão
Também à TV 7 Dias, Érica Silva abordou a expulsão após o confronto com Diogo Marcelino. A madeirense descreveu um desgaste que se foi acumulando.
“Eu venho desde o início do programa a ver comportamentos de pessoas para com os outros, e eu, como advogada de defesa dessas pessoas, acho que tenho o poder de as ir salvar e defender. Depois, fico com a mochila cheia e as pessoas não fazem o mesmo por mim.”
Sobre Diogo, afirmou: “Eu sei que o Diogo é uma pessoa super irritante quando quer, uma criança em ponto grande, e depois quando faz pirraça não vê amizades pelo meio.”
Érica relacionou ainda a sua fragilidade com a situação de saúde do pai.
“Tenho o meu emocional muito sensível e este ano ainda piorou porque o meu pai amputou a perna esquerda, derivado a um AVC, daí eu estar um bocado mais frágil.”
A concorrente explicou como se preparou para o desfecho do confronto.
“Eu não me apercebi que iria ser expulsa, mas deu-me um clique. Percebi que o Big estava bastante nervoso e a situação não estava fácil, então eu decidi fazer as malas e estar preparada para o que viesse.”
Apesar da tristeza, concluiu: “Obviamente que é triste, mas foi mesmo o melhor.”
“Não tive nenhum feedback”
A entrada no programa tinha sido ponderada em família, contou Érica.
“Foi uma decisão muito ponderada porque eu tenho o meu trabalho, tenho o meu pai, que não é dependente de mim mas eu sou uma grande ajuda, e isso mexeu muito com a decisão de eu ir ou não.”
“Foi graças ao aval dos meus pais que eu fui para o programa. Se o meu pai dissesse que não tinha capacidade de ficar à responsabilidade de outra pessoa, que não eu, eu não teria entrado no programa.”
Mesmo com essa garantia, a preocupação permaneceu.
“A minha cabeça estava sempre lá fora, apesar de eu saber que estava tudo bem e que o meu pai estava bem entregue.”
Depois da “Curva da Vida”, sentiu maior necessidade de receber notícias: “Mas é claro que a cabeça fica sempre cá fora, principalmente depois de ter feito a Curva da Vida. É óbvio que queria saber se estava tudo bem depois disso.”
Érica afirmou que o acompanhamento esperado não aconteceu: “Não tive nenhum feedback e era uma coisa que era para ter sido semanalmente.”
“Tudo o que a pessoa responsável por mim achasse que eu deveria saber, devia-me informar. Se essa pessoa achava que todas as semanas tinha que receber um vídeo do meu pai, só tinham que deixar entrar, porque sabiam a situação do meu pai.”
