Montenegro leva expressão “Para o ano é que vai ser” ao debate sobre o défice, associada a um clube desportivo.
Luís Montenegro recorreu a uma comparação com o futebol para responder às críticas da oposição sobre as contas públicas. Durante o debate quinzenal no Parlamento, o primeiro-ministro recuperou a expressão “Para o ano é que vai ser”, sem identificar o clube a que se referia.
A intervenção provocou reações audíveis em várias bancadas.
Comparação desportiva serviu de resposta à oposição
“Há alguns anos, lembram-se quando uma determinada entidade desportiva não atingia os seus objetivos e dizia sempre: ‘Para o ano é que vai ser’? As coisas foram correndo e passado muito tempo lá aconteceu, mas foi muito tempo! Já aconteceu com outros, de resto”, afirmou.
A referência foi apresentada como uma alusão indireta ao Sporting, embora Montenegro não tenha pronunciado o nome do clube.
O primeiro-ministro transportou depois a comparação para as previsões de défice.
“Aqueles que andam a antecipar o défice é que dizem que para o ano é que vai ser, se não foi em 2025 será em 2026, agora vai ser em 2027”, declarou.
A analogia serviu para contestar os sucessivos alertas da oposição sobre a evolução do saldo orçamental.
