Carlos Vicens lamenta falta de eficácia do Braga e reconhece impacto de Zalazar na vitória do Sporting

Carlos Vicens lamenta falta de eficácia do Braga e reconhece impacto de Zalazar na vitória do Sporting, na noite de ontem.

O treinador considerou que os minhotos estiveram perto de chegar ao segundo golo antes da reviravolta leonina. Apesar da derrota por 3–1, defendeu a resposta da equipa e a continuidade do trabalho desenvolvido.

Carlos Vicens saiu da derrota frente ao Sporting a apontar sobretudo à diferença de eficácia nas duas áreas. O treinador do SC Braga considerou que a equipa criou condições para ampliar a vantagem com que chegou ao intervalo, mas acabou por sofrer um empate que teve consequências na confiança dos jogadores.

Nas declarações após o encontro da oitava jornada da Liga, reproduzidas por O JOGO, o técnico reconheceu o mérito do adversário e o impacto de Rodrigo Zalazar na segunda parte. Ao mesmo tempo, rejeitou que a derrota colocasse em causa a forma de jogar dos minhotos.

Braga procurou responder à pressão leonina

Na análise à partida, Vicens destacou a intenção de assumir o jogo e de encontrar soluções com bola, mesmo perante a pressão alta do Sporting.

- Publicidade -

“Acho que a equipa demonstrou, desde o início, que queria entrar em campo para ganhar. Perante a pressão alta do Sporting, não nos livrámos da bola e procurámos sempre encontrar soluções para atacar. É verdade que chegámos ao intervalo com a vantagem de um golo, numa primeira parte em que a equipa também se esforçou muito na pressão e criou dificuldades ao Sporting. Com a nossa forma de pressionar, existe sempre a possibilidade de o adversário, através de uma boa ação individual ou de um desequilíbrio, criar perigo. Isso aconteceu na primeira parte, mas conseguimos resolver bem essas situações.”

O treinador explicou que a vantagem mínima não alterou a ambição da equipa para o segundo tempo.

“No início da segunda parte, demonstrámos que queríamos marcar o segundo golo. Não estávamos satisfeitos com uma vantagem mínima, porque sabíamos que estávamos a jogar contra uma equipa com individualidades capazes de resolver o jogo. Tentar apenas defender o resultado podia acabar por se virar contra nós.”

Empate surgiu quando estavam preparadas duas substituições

Para Vicens, o arranque da segunda parte foi um período em que o SC Braga esteve perto de aumentar a diferença. O empate leonino aconteceu quando o técnico já preparava alterações para responder ao desgaste dos jogadores.

“Fomos à procura do segundo golo e tivemos duas ou três situações em que senti que estávamos perto de marcar. Depois, numa sequência defensiva em que a equipa já começava a acusar alguma falta de energia, devido ao esforço realizado, tinha duas substituições preparadas para dar mais vigor à nossa pressão e ao ataque. Foi nessa altura que sofremos um golo que constituiu um golpe psicológico importante.”

A partir daí, o Sporting conseguiu completar a reviravolta e ampliar a vantagem, aproveitando situações que o treinador bracarense identificou como decisivas.

“Continuámos a tentar, mas o Sporting marcou mais dois golos em transições rápidas. No final, o futebol depende da eficácia nas áreas e, nesse aspeto, o Sporting foi melhor do que nós. Temos de felicitar o adversário e continuar a trabalhar para corrigir detalhes, melhorar e conseguir melhores resultados nos próximos jogos.”

“Falta-nos transformar em golos” as chegadas à área

Questionado sobre as oportunidades desperdiçadas, Carlos Vicens voltou aos ajustes feitos durante o intervalo e à resposta dos jogadores.

“Nos primeiros minutos da segunda parte, fomos à procura do segundo golo. Ajustámos algumas coisas ao intervalo para contrariar a marcação praticamente homem a homem do Sporting e conseguimos tirar partido disso em várias jogadas.”

O técnico enquadrou, porém, a dificuldade de concretização num problema que considera recorrente esta temporada.

“Mas esta tem sido, de certa forma, a história da nossa época: falta-nos transformar em golos a quantidade de vezes que chegamos à área adversária.”

Para sustentar a confiança no ataque, Vicens apontou aos indicadores ofensivos da partida: “Estaria mais preocupado se não criássemos essas oportunidades, se não tivéssemos feito 15 remates contra nove do adversário e se não tivéssemos tido mais contactos com a bola na área contrária.”

“Quando uma equipa consegue produzir tudo isso, acredito que, mais cedo ou mais tarde, os nossos jogadores do ataque vão encontrar o caminho do golo. Quando isso acontecer, vamos conseguir melhores resultados”, acrescentou.

Zalazar fez a diferença com o resultado em aberto

O regresso de Rodrigo Zalazar a Braga, agora com a camisola do Sporting, também mereceu uma análise do treinador. Vicens reconheceu a influência do uruguaio na alteração do equilíbrio da partida.

“Entrou numa altura em que o jogo ainda estava em aberto e o resultado não estava decidido para nenhum dos lados. É verdade que alguns momentos de qualidade individual dele inclinaram a balança para o Sporting.”

O técnico deixou depois um objetivo para os próximos encontros: “Vamos trabalhar para que, nos próximos jogos, sejam as nossas individualidades a fazer a diferença e a dar-nos as vitórias que queremos.”

Compreensão pela desilusão dos adeptos

Carlos Vicens compreendeu o descontentamento dos adeptos com o resultado, mas defendeu que a entrega dos jogadores e a capacidade de criar oportunidades justificam confiança no trabalho.

“É evidente que os adeptos não querem perder e ficam desiludidos quando a equipa perde. Nós temos de nos concentrar em continuar a melhorar e a corrigir detalhes.”

“Estaria preocupado se visse a equipa sem dar tudo, sem acreditar no nosso processo ou sem procurar as vitórias. Acho que demonstrámos que esta forma de trabalhar, que seguimos há cerca de um ano, cria dificuldades aos adversários de maior nível.”

O treinador insistiu que a abordagem escolhida permitiu ao SC Braga discutir o encontro e procurar uma vantagem maior.

“É uma forma de jogar que leva a equipa a atacar, a procurar ganhar os jogos e a criar oportunidades suficientes para, como aconteceu nos primeiros dez minutos da segunda parte, poder aumentar a vantagem no marcador.”

A resposta à derrota, concluiu, terá de ser dada no trabalho diário: “Quando não conseguimos concretizar essas oportunidades, temos de analisar o que aconteceu, melhorar, treinar bem e preparar o próximo jogo.”

- Publicidade -

Destaques

Luís Miguel Pombeiro destaca importância do fim-de-semana da cultura tauromáquica em Idanha-a-Nova

Luís Miguel Pombeiro destaca importância do fim-de-semana da cultura...

Miguel Oliveira termina treinos no Estoril em quarto e aponta ritmo para o top 5

Miguel Oliveira termina treinos no Estoril em quarto e...

João Moura Caetano no Redondo: vinte anos de alternativa e o perfume de um toureio com identidade

João Moura Caetano no Redondo: vinte anos de alternativa...

Paulo Caetano impactou no Redondo: três ferros curtos e uma lição de toureio

Paulo Caetano impactou no Redondo: três ferros curtos e...

João Moura Caetano com filha nos braços e lágrimas no rosto: a surpresa que marcou a encerrona no Redondo

João Moura Caetano com filha nos braços e lágrimas...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados