Amy Winehouse: entrevista inédita de 2007 revela o medo de morrer sem deixar uma marca, segundo foi agora revelado.
Uma entrevista de Amy Winehouse realizada em maio de 2007 e agora divulgada pelo jornal britânico The Sunday Times recupera as palavras da cantora sobre a sua obra, a mortalidade e a relação com Blake Fielder-Civil. Aos 23 anos, a artista dizia sentir orgulho no que tinha criado, depois de ter crescido com o receio de não deixar uma marca.
“Quando era nova, o meu maior medo era a possibilidade de morrer sem deixar a minha marca”, afirmou na conversa, que decorreu em Los Angeles numa fase de afirmação internacional da voz de “Rehab”.
Segundo a explicação apresentada para a publicação tardia, a entrevista permaneceu inédita durante 19 anos devido a um conflito de agenda com um jornal concorrente.
“Gravei um álbum do qual me sinto verdadeiramente orgulhosa”
Nas declarações recuperadas pelo The Sunday Times, Amy Winehouse falou da satisfação com o trabalho que já tinha realizado e do desejo de ver as pessoas próximas encontrarem o seu próprio caminho.
“Sei que tenho apenas 23 anos, mas… Sim, estou muito orgulhosa de mim própria. Só quero que as pessoas à minha volta se saiam bem. Como o meu bebé…”, disse.
A reflexão prosseguiu com uma referência à morte, feita quatro anos antes de a cantora morrer, em 2011, na sequência de uma intoxicação alcoólica acidental.
“Eu saí-me bem, certo? Gravei um álbum do qual me sinto verdadeiramente orgulhosa. Se morrer amanhã, tudo bem. Percebem o que quero dizer?”, declarou.
As palavras documentam a forma como Amy avaliava a sua vida e a sua obra naquele momento, quando tinha apenas 23 anos e a carreira estava em ascensão.
A relação com Blake Fielder-Civil
A entrevista aconteceu pouco depois do casamento com Blake Fielder-Civil, que também foi tema da conversa. Ao abordar a ligação entre ambos e os seus altos e baixos, a cantora afirmou: “Sei que vamos morrer juntos”.
O casamento terminaria em divórcio em 2009. A divulgação da entrevista permite agora conhecer mais um testemunho da própria Amy sobre esse período, através de declarações que ficaram por publicar durante quase duas décadas.
