Tânia Laranjo reage a assalto e recusa generalizações sobre imigrantes: “Que a lei não tenha passaporte”, afirmou.
Tânia Laranjo defendeu uma maior cooperação entre polícias europeias e rejeitou que os crimes atribuídos a um grupo sejam usados para responsabilizar comunidades inteiras. Numa publicação no Facebook, a jornalista comentou um novo assalto que associou ao chamado «gangue do Rolex» e afirmou que solidariedade e segurança devem coexistir.
A reflexão foi partilhada esta terça-feira, 13 de outubro. Sem identificar no texto o local ou os intervenientes do assalto referido, Tânia centrou a mensagem na circulação de grupos criminosos e na resposta das autoridades.
Jornalista pede maior cooperação entre polícias
Na abertura da publicação, Tânia Laranjo questionou a repetição deste tipo de crime e a identificação dos seus autores.
“Mais um assalto do chamado gangue do Rolex. Não é o mesmo? Nunca são só os mesmos. Parece que andam de país em país, sempre com o mesmo negócio. O problema é que os Rolex não vêm com localizador para a polícia.”
A jornalista associou depois esta criminalidade à América Latina, numa apreciação sobre o fenómeno, e reclamou maior facilidade na cooperação policial.
“Este é um tipo de crime que chega da América Latina e que não podemos fingir que não existe. Numa Europa sem fronteiras, os criminosos circulam. Era bom que a cooperação entre polícias circulasse com a mesma facilidade.”
Tânia Laranjo rejeita confundir comunidades com criminosos
Ao abordar a imigração, a jornalista recorreu à experiência dos portugueses que procuraram melhores condições de vida noutros países para explicar por que rejeita generalizações.
“Quem me conhece sabe o que penso sobre a imigração. Somos um país de imigrantes, também fomos para fora, também procurámos uma vida melhor. E não gostávamos que nos confundissem a todos com quem cometia crimes. Por isso mesmo, não vou confundir uma comunidade inteira com um grupo de criminosos.”
Tânia acrescentou que essa posição não significa ignorar os crimes e defendeu que a responsabilização deve depender dos atos praticados, independentemente da nacionalidade.
“Mas também não vou fingir que não vejo o que se passa, só porque o assunto é incómodo. A lei é para todos. Não me interessa a nacionalidade de quem rouba um Rolex. Interessa-me que seja apanhado, julgado e responsabilizado. E que a lei não tenha passaporte.”
“Quero uma Europa solidária”, mas também “segura”
Na conclusão, Tânia Laranjo recusou apresentar a solidariedade e a segurança como objetivos incompatíveis.
“Quero uma Europa solidária, claro. Mas também quero uma Europa segura. Não percebo porque é que uma coisa há de excluir a outra. Até porque quem anda de Rolex roubado não costuma estar muito preocupado com a solidariedade.”
