Diogo Amaral quer ter mais um filho e recorda separação dos pais: “Foi uma coisa que me marcou bastante”

Diogo Amaral revelou que gostava de ter mais um filho e recordou como a separação dos pais, quando tinha sete anos, influenciou a forma como vive a paternidade. Na entrevista a Daniel Oliveira, no “Alta Definição”, da SIC, o ator explicou que procurou fazer diferente com Mateus e assumiu que a família é a sua maior prioridade.

Ao olhar para o seu percurso, Diogo falou de recomeços, de conquistas e de uma possibilidade que continua em aberto: voltar a ser pai.

“Acho que tem um bocadinho de tudo. Felizmente aconteceram um monte de coisas que me permitiram crescer e ser a pessoa que sou hoje, e tenho imenso orgulho da pessoa que sou hoje. Sei que tens sempre a possibilidade de fazeres melhor e todos os dias podes começar de novo. E se fores consistente e se acreditares no que outras pessoas te dizem, se souberes que há pessoas que te querem ajudar, consegues melhorar e consegues ser uma pessoa melhor. Tenho uma história de amor muito atribulada e bonita e vencedora. Tenho dois filhos incríveis. Gostava de ter mais um. Ainda tenho essa parte em aberto. Por isso, acho que é uma história muito rica. Acho que tenho tido a sorte e o privilégio de ter as oportunidades de crescer, mas já tive um bocadinho de tudo.”

“A minha casa é a Jéssica e os meus filhos”

Questionado sobre aquilo de que mais se orgulha, o ator apontou a família que construiu com Jessica Athayde e os filhos, Mateus e Oliver.

“Eu orgulho-me muito da família que construí. Orgulho-me muito da minha casa. A minha casa é a Jéssica e os meus filhos. Hoje olho para isso e fico genuinamente orgulhoso daquilo que consegui construir. Acho que se constrói todos os dias. É como também gosto de dizer que ser feliz dá muito trabalho e tens que correr atrás disso. Escolher dizer bom dia às pessoas com um sorriso pode fazer muita diferença no teu dia e no dia da outra pessoa. Mas o que eu mais me orgulho é disso, é da minha casa, é da família que eu construí, da Jéssica e dos meus filhos.”

- Publicidade -

Essa valorização da estabilidade familiar atravessou a conversa sobre a infância. Diogo reconheceu que, desde cedo, aprendeu a esconder parte do que sentia.

“Eu acho que sempre tentei disfarçar um bocadinho as minhas fragilidades”, afirmou, acrescentando: “E de certa maneira, hoje em dia também ainda tento disfarçar as minhas fragilidades e tento olhar para elas com outro respeito. Com um olhar mais sério.”

A separação dos pais e o que tentou mudar com Mateus

Quando Daniel Oliveira lhe perguntou se já escondia os sentimentos em criança, Diogo estabeleceu uma ligação entre a sua história e a do filho mais velho, fruto da anterior relação com Vera Kolodzig.

“Não sei. Os meus pais separaram-se quando eu tinha sete anos e o Mateus, o meu filho mais velho, também tem os pais separados desde muito cedo.”

A experiência que viveu nessa idade levou-o a procurar outro caminho enquanto pai.

“E as coisas que foram difíceis para mim nessa altura, mas também eram outros tempos, eu sempre tentei fazer diferente. E acho que tenho muito sucesso nisso com o meu filho.”

Ainda assim, reconheceu que a separação dos pais teve consequências na forma como aprendeu a gerir as emoções: “Mas acho que aprendi, de certa maneira, a fazer um jogo de esconder de um lado e do outro. E sim, sempre tentei esconder um bocadinho as minhas fragilidades.”

O mais difícil, explicou, foi lidar com o conflito entre duas pessoas de quem gostava.

“Eu gosto que as pessoas se deem todas bem. E nessa altura os meus pais não se davam bem. E era estranho, de repente… As separações são todas difíceis. Os meus pais fizeram o melhor que souberam na altura, mas estavam zangados um com o outro e fizeram aquilo que acharam que tinham que fazer, mas não foi fácil.”

“Só vi isso quando me separei”

Durante anos, Diogo Amaral relativizou o impacto daquela fase. A perceção mudou quando se separou e passou a olhar para a situação também através do filho.

“E durante muito tempo era uma coisa em que eu sempre disse o contrário. Era bem diferente. ‘Ah, as separações não são fáceis’, era bem diferente. Mas foi uma coisa que me marcou bastante. E se calhar só vi isso quando me separei e quando via isso nos olhos do meu filho.”

O ator apresentou a sua visão pessoal sobre a separação, reconhecendo que pode ser a melhor solução, apesar da tristeza que lhe associa.

“Ter os teus pais separados nunca, não acho que seja o ideal. Às vezes é o melhor para todos, mas na minha opinião, e eu sou um romântico, eu acredito muito na família e acho que isso despedaçar-se é… Eu acho sempre isso um bocadinho triste.”

Sobre a forma como os pais lidaram com o assunto na altura, fez questão de afastar qualquer acusação.

“Eram outros tempos e não se dava tanto essa atenção. E coitados, os meus pais também estavam a lidar com o problema deles, não é? Que era gigante para eles na altura e tentaram fazer as coisas o melhor que podiam. Eu não culpo os meus pais em absolutamente nada.”

Estar presente, saudável e disponível para os filhos

Hoje, Diogo Amaral procura dar prioridade ao bem-estar de Mateus e Oliver, incluindo na organização dos momentos mais simples.

“A minha prioridade e se calhar o meu propósito é sempre a família e os meus filhos. Eu faço tudo por um plano para satisfazer o dia dos meus filhos.”

Como exemplo, contou uma descoberta recente que o deixou entusiasmado.

“Esta semana eles estão fascinados com aviões e existe um simulador de aviões e então os meus filhos esta semana vão pilotar um A320. E para mim, o meu ponto alto deste último fim de semana foi conseguir descobrir que existe um sítio perto de casa onde há um simulador.”

Quando lhe foi perguntado que pai deseja ser, o ator destacou a confiança que os filhos depositam nele.

“O pai que eu gostava de ser, para além de ser o pai melhor amigo, gostava de alguma forma… e eu às vezes fico fascinado como os nossos filhos olham para nós, somos os heróis. E isso desmonta-me com algumas perguntas, quando os meus filhos têm medo de alguma coisa e sou eu que vou protegê-los. Mas aquilo que eu espero e que quero todos os dias ser para os meus filhos é poder estar lá para eles, inteiro, saudável, presente e generoso.”

Uma carreira que ultrapassou o que imaginava

Na mesma entrevista, Diogo Amaral reconheceu que o jovem que era teria dificuldade em imaginar o percurso que acabou por fazer.

“Com certeza. Eu penso muitas vezes e falo disso muitas vezes com os meus amigos, que também tenho a sorte de ter amigos incríveis. Eles se me dissessem hoje que eu ia estar aqui profissionalmente, na minha vida pessoal, de todas as coisas que eu já consegui conquistar, de todas as coisas que eu já consegui ultrapassar. Se me dissessem que aos 44 anos eu ia ter este percurso, eu não ia acreditar. Acho que tenho a sorte de já ter experienciado muitas coisas e de ter tido coisas tão boas e propostas de trabalho tão grandes. E às vezes eu idealizava um bocadinho menos. Há montes de coisas que eu ainda quero fazer, mas acho que tenho esse privilégio. As coisas vêm ter comigo.”

Ao apresentar-se, começou pelas preferências mais simples: “Gosto de praia, de mar, gosto muito de sol, não gosto de trânsito.” Mas a conversa sobre o trabalho revelou também a pressão que sentiu no início.

“Porque ninguém nos ensina, não é? E de repente tu achas que tens que ser montes de coisas. As pessoas têm que gostar de ti e tu tens que ser incrível, lindo, magro, musculado, divertido, super bom ator, super interessante, tens que ter a opinião certa no momento certo e não podes vacilar e eu acho que isso é super desinteressante. Tu tens que ter uma personalidade e tens que ser uma pessoa e isso é que pode fazer de ti essas coisas todas, mas precisa de meio de caminho.”

Deixar de tentar agradar a toda a gente

Com o tempo, a exigência sobre si próprio deu lugar a uma relação mais tranquila com a profissão. Diogo Amaral explicou que procura avaliar o trabalho pela preparação, pela entrega e pela forma como trata quem está à sua volta.

“Eu já fui muito duro comigo, já me preocupei imenso com o que é que as outras pessoas iam pensar, que acho que é super subjetivo, porque também nunca consegues agradar a toda a gente. Então na minha profissão é muito difícil seres unânime e tens que estar preparado para isso. Há uma pessoa que vai gostar e há outra pessoa que não vai gostar e está tudo bem. Por isso eu aprendi foi a estar confortável com aquilo que eu faço, a fazer o meu trabalho o melhor que eu possa, preparar-me num ponto em que eu esteja moralmente confortável e pessoalmente confortável para apresentar o meu trabalho e ir para casa descansado e dormir descansado. Se eu estou descansado com isso e se eu sinto que entreguei um bom trabalho e que fui generoso com o meu colega e que criei um bom ambiente para a minha equipa, acho que é o suficiente. O resto é um presente incrível, mas é isso, é só isso, é um presente e que nem depende muito de nós.”

A estratégia para os comentários desagradáveis: “Apaga e bloqueia”

As redes sociais foram outro espaço em que o ator teve de aprender a estabelecer limites.

“Esta coisa das redes sociais, de repente eu tinha 100 comentários incríveis e um comentário mau. De repente parece que só esse comentário mau é que fica. Aprendes a lidar com isso, quero dizer, hoje em dia dá-me até alguma pena e até fico às vezes um bocado preocupado e angustiado. Como é que uma pessoa decide de repente acordar, está no seu dia e perder do seu tempo, que eu acho que é o que nós temos de mais valioso. Se eu der um bocadinho do meu tempo para te elogiar ou para melhorar um bocadinho o teu dia, se calhar eu estou a investir bem o meu tempo. Agora, eu tirar do meu tempo para ir dar uma opinião ou fazer um reparo desagradável a uma pessoa… Eu costumo dizer: tens o meu número de telefone? Sim, por favor, liga-me a fazer esse teu reparo. Não tens? Eu respondo a todas as pessoas que me mandam mensagens, por exemplo, no Instagram. A não ser que sejam mensagens bastante desagradáveis. E conversamos sobre o que eu acho que é razoável. Mas uma pessoa que te vai fazer um comentário do nada é muito chato, é muito feio. Isso incomodava-me. Até que descobri uma tática infalível, que é o apaga e bloqueia. Tem feito maravilhas, que é: olha, este comentário é mau, apaga e bloqueia. E pronto, deixei de perder tempo com esses comentários, porque acho que, na verdade tenho que dar atenção a esses comentários quando são feitos de pessoas que gostam de mim.”

- Publicidade -

Destaques

Benfica goleia Celtic ao som de Duran Duran: bis de Jhon dá o tom na Luz

Benfica goleia Celtic ao som de Duran Duran: bis...

Expresso Transatlântico: “Nunca pensamos em público quando estamos a compor”

Expresso Transatlântico: “Nunca pensamos em público quando estamos a...

Dahl abriu o caminho, Sudakov deu segurança: Benfica vence Vitória e recupera segundo lugar

Dahl abriu o caminho, Sudakov deu segurança: Benfica vence...

Luís Miguel Pombeiro destaca importância do fim-de-semana da cultura tauromáquica em Idanha-a-Nova

Luís Miguel Pombeiro destaca importância do fim-de-semana da cultura...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados