Al Nassr de Ronaldo enfrenta risco na Champions asiática com regras sobre controlo de clubes

Al Nassr de Ronaldo enfrenta risco na Champions asiática com regras sobre controlo de clubes, segundo foi revelado.

O Al Nassr poderá ter de resolver questões relacionadas com a sua estrutura de propriedade para participar na mesma competição asiática que outros clubes controlados pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, o PIF. O regulamento de entrada nas provas da Confederação Asiática de Futebol, aplicável a partir de 2027/28, estabelece restrições ao controlo de vários participantes quando existe risco para a integridade da competição.

Segundo o jornal saudita Okaz, o cenário afeta o Al Nassr, de Cristiano Ronaldo e João Félix, o Al Ahli, de Francisco Trincão, e o Al Ittihad, onde jogam Danilo e Roger Fernandes. Os três emblemas estão sob controlo do fundo saudita.

Regulamento prevê avaliação e medidas corretivas

O artigo 8.4 estabelece: “A propriedade, filiação, participação na gestão ou autoridade sobre outro clube a participar na mesma competição é proibida quando existe um risco para a sua integridade.”

O artigo 8.5 limita a intervenção de uma mesma pessoa ou entidade na gestão, administração ou desempenho desportivo de vários clubes participantes. Já o artigo 8.6 determina: “Nenhum indivíduo ou entidade pode ter controlo ou influência sobre mais do que um clube a participar na mesma competição se existir um risco substancial para a sua integridade.”

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O documento também prevê a possibilidade de discutir alterações e mecanismos de proteção para resolver situações de incumprimento antes da participação. Por isso, o risco regulamentar não equivale a uma exclusão já decidida do Al Nassr ou dos restantes clubes.

Al Hilal concluiu mudança de acionista maioritário em setembro

O Al Hilal, de Rúben Neves, apresenta uma estrutura diferente. O acordo para a compra de 70% do clube pela Kingdom Holding Company foi assinado em 16 de abril, mas a operação só ficou concluída em 1 de setembro, segundo o anúncio oficial do emblema.

A Kingdom Holding passou a deter 70% do capital, enquanto o PIF manteve 30%. A mudança distingue a situação do Al Hilal da dos três clubes apontados pela imprensa saudita, embora a avaliação de elegibilidade nas provas pertença à AFC.

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