Ana Guiomar contou que esteve duas a três horas numa cela depois de não responder a notificações enviadas para uma morada antiga. No podcast «Não Sei Ser», explicou que o processo começou com um assalto ao seu carro, quando participava numa aula de yoga.
A atriz relatou o episódio a Joana Gama, recordando que Maria Botelho Moniz também frequentava aquelas aulas ao ar livre.
Antes do treino, Ana Guiomar abriu a bagageira para trocar de roupa e deixou um saco no automóvel. Quando regressou, encontrou um vidro partido.
“Eu tinha o carro estacionado (…) e feita tonta, o que é que eu faço? Abro a mala do carro, visto a roupa, sequer deixo lá o saco. Quando volto, a minha amiga Maria Botelho Moniz, que também participava connosco nesses yogas, eu tinha o carro assaltado, o vidro partido.”
Cartas seguiram para uma morada antiga
Segundo a atriz, a mudança de residência complicou o acompanhamento do processo. As notificações continuaram a ser enviadas para a casa anterior e ficaram sem resposta.
“Mandaram cartas para casa, cartas para casa, só que para a minha casa antiga não tinham a minha morada atual. Ou seja, eu não só paguei multas por não responder, como foram a estúdio buscar-me uma vez e eu estive no DIAP. Numa cela.”
Ana Guiomar recordou também um aviso que recebeu por telefone.
“Tu não tens noção do que é que isso foi (…) a última vez que ligo, o senhor disse: ‘Olha, é melhor entregar-se, é melhor vir cá, porque se não, um dia destes é apanhada numa operação Stop ao fim de semana e fica lá à noite’.”
O relato não esclarece o enquadramento processual concreto da permanência nas instalações. A atriz associa o episódio às notificações por responder, no seguimento do assalto de que foi vítima.
“Eu entrei na cela” com uma bandelete cor-de-rosa
Ao descrever as horas que passou no local, Ana Guiomar misturou o desconforto da experiência com o humor sobre a roupa que levava.
“Olha, eu tenho uma bandelete de miçangas cor-de-rosa, que eu entrei na cela com ela, eu ia linda (…) e depois estava muito aflita para fazer xixi.”
A atriz contou que desconhecia as situações das outras pessoas que ali se encontravam.
“Eu achei que [as outras pessoas retidas] eram só pickpockets e coisas assim, crimes básicos (…) Dirigi-me ao pé do senhor e disse: ‘Posso ir fazer xixi?’ E o senhor lá me deixou, foi horrível.”
Segundo estimou, permaneceu no local “à vontade para aí umas duas horas ou três”.
Chamada para tribunal interrompeu gravação de «Festa é Festa»
O processo voltou a interferir com a atividade profissional de Ana Guiomar durante as gravações da novela da TVI.
Desta vez, a participação foi feita à distância, através de uma videochamada que a obrigou a interromper o trabalho.
“A última vez que fui, entrei em tribunal por Zoom. Foi a meio de uma cena do «Festa é Festa» que eu disse: ‘Malta, vocês não estão a perceber, eu tenho mesmo que atender esta chamada’, e foi a última vez.”
