António Bravo recusa estreia de A Odisseia e critica «cultura woke» no cinema

António Bravo recusa estreia de A Odisseia e critica «cultura woke» no cinema, afirmou o comentador esta tarde.

O comentador revelou no ‘Passadeira Vermelha’ que decidiu não assistir à estreia do filme depois de ver o trailer. A escolha do elenco e a representatividade nas produções atuais estiveram no centro da discussão.

Uma sátira de Diogo Faro a um texto de Rodrigo Guedes de Carvalho sobre o filme ‘A Odisseia’ levou o painel do ‘Passadeira Vermelha’, da SIC Caras, a discutir ativismo, representatividade e as mudanças verificadas no cinema.

António Bravo assumiu não se identificar com algumas das causas defendidas pelo humorista e considerou que existe falta de equilíbrio neste tipo de debate.

António Bravo critica ativismo de Diogo Faro

O comentador começou por recordar uma ação realizada por Diogo Faro quando abriu a loja Zara no Chiado, em Lisboa.

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“Eu não sou muito pró-cultura woke, acho isto tudo muito exagerado. O Diogo, por exemplo, quando abriram a Zara do Chiado, foi lá para baixo colar papéis a dizer, ‘aqui podia viver gente’, é o defensor dos fracos e oprimidos, ‘temos que fazer de Lisboa um grande dormitório para toda a gente’. E é muito a linha dele nisto”, afirmou.

Convite para a estreia foi recusado

Ao analisar a nova adaptação de ‘A Odisseia’, António Bravo revelou que chegou a ser convidado para a estreia, mas decidiu não comparecer depois de assistir às primeiras imagens.

“Fui convidado para a estreia, vi o trailer e pensei: nem que vá acontecer”, contou durante o programa conduzido por Liliana Campos.

A escolha da atriz que interpreta Helena de Troia foi um dos motivos apontados pelo comentador para justificar a decisão.

Escolha de Helena de Troia gera crítica

“Helena de Troia é interpretada por uma atriz negra, que não tenho nada contra, só acho que é uma personagem histórica, não é negra, isto vem um bocadinho de encontro àquilo que se faz hoje em dia que acaba por desvirtuar um bocadinho a indústria cinematográfica (…) nós vamos um bocadinho à procura daquilo que vemos nos livros de história”, declarou.

Embora António Bravo se tenha referido a Helena de Troia como uma personagem histórica, trata-se de uma figura da tradição mitológica e literária grega.

Para explicar a sua posição, o comentador estabeleceu uma comparação com outra adaptação cinematográfica: “Como ‘A Pequena Sereia’, de repente estamos habituados a uma sereia ruiva e muito clarinha, de repente quando fazem um filme não é nada disso e nós vamos um bocadinho à procura daquilo que vemos nos livros de história”.

Comentador defende maior equilíbrio

António Bravo esclareceu que não se opõe à existência de maior representatividade no cinema, mas considera que estas discussões são frequentemente conduzidas sem moderação.

“Hoje em dia ou é muito ou é muito pouco. Não há um meio-termo, tem que ser tudo muito agressivo logo (…) Não estou a dizer que não se deva fazer filmes com mais representatividade, claro que sim, mas eu acho que até a indústria cinematográfica está a fazer o que deve”, concluiu.

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