Gisela João: Um Lux(o) em palco!

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Gisela João apresentou o seu segundo disco no Lux perante convidados, amigos e admiradores. Um disco que ao vivo ganha maior dimensão e onde podemos apreciar toda a qualidade dos músicos que a acompanham e a verdade interpretativa de Gisela João.

 

 

O segundo disco de Gisela surgiu sem aviso prévio e voltou a criar um impacto tremendo, tal como aconteceu no primeiro. Este disco não oferece nenhuma revolução nem novidade mas confirma a excelência da interpretação de Gisela João e a sua peculiar forma de sentir o que canta.

 

 

Ontem, 17 de Novembro, no Luz Frágil em Lisboa, deu mais um passo em frente na valorização dos poemas que constam neste disco. Ao vivo Gisela João brilha ainda mais (e não é apenas pelos vestidos brilhantes que usa) pela sua garra, pelo modo como encarna as personagens dos poemas e como permite a quem a ouve que viaje para tempos de outrora.

 

 

Gisela João não tem medo de arriscar e presenteou-nos (no disco e em palco) com “O Senhor Extraterrestre”, um tema escrito por Carlos Paião para Amália Rodrigues, “Há palavras que nos beijam” de O’Neill e Alain Oulman, “O Mundo é um Moinho” e “As rosas não falam” de Cartola integram também este disco, tendo ontem em palco atingido maior magnitude.

 

 

Há ainda dois momentos a destacar na noite de apresentação do disco com a interpretação de “Sombras do Passado” de Ana Sofia Paiva e Frederico Paiva e ainda “Labirinto ou Não foi nada” de David Mourão Ferreira. Neste tema Gisela disse ainda que “está cansada de ver amigos meus serem gozados por terem uma opção sexual diferente”, a propósito do videoclip do tema que conta com a transformista Deborah Krystall (Fernando Santos).

 

 

Este novo trabalho de Gisela João presenteia-nos com uma passagem a limpo do seu disco anterior. Uma revisão da matéria. Gisela João é uma fadista que tem golpe de asa e um verdadeiro animal de palco. Verdadeira e pura na interpretação.

 

 

No Lux foi acompanhada por Ricardo Parreira, na guitarra portuguesa, Nélson Aleixo, na viola de fado e Francisco Gaspar, na viola baixo. Apenas uma referência negativa para a escolha do espaço. O Lux tem óptimas condições para espectáculos…mas não de fado. Muita gente, todos de pé e quase sem conseguir mexer muito, é desconfortável. Mas o desconforto físico foi compensado pelo conforto da alma, com a voz de Gisela João acompanhada por músicos de excelência.


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