



Depois da protagonista e da vilã, foi a vez de falarmos com o protagonista masculino. Pepê Rapazote vai protagonizar um surpreendente triângulo amoroso onde vai ter que lutar pelo amor da sua mulher, Rosa, contra o médico Marcelo. Pepê Rapazote, Sandra Barata Belo, Isabel Abreu e Marco Delgado são os quatro nomes que encabeçam este maravilhoso elenco. Aproveitamos o dia da apresentação da nova novela para falarmos um pouco mais com o actor vai interpretar o papel de um designer/restaurador de móveis.
Como foi a preparação para o personagem?
Ainda estou a preparar-me. Não fiz uma pesquisa especifica. Ele trabalha em recuperação/restauro de móveis. Eu trabalho bem com materiais: pedra, madeira, todo o tipo de materiais. Não vamos ter grandes cenas. Não vai ser um documentário sobre restauro de móveis. Sei de designe de mobiliário e o que sei chega e sobra. Apaixona-me imenso. Se tiver que mostrar alguma paixão sobre o trabalho que estou a fazer, que é o trabalho da minha vida, não vai ser difícil e o texto é uma coisa que me agrada muito. O Daniel, para além de ser extremamente prático e determinado, é um tipo muito bom, que ajuda. Ele ajuda uma casa de crianças necessitadas. Ele faz recolha de roupas e brinquedos, arranja e vai entregar.
Quais serão os aspectos mais atractivos da novela?
Tem drama, violência e confusão.Vai ser muito desafiante para o espectador haver uma personagem que não se lembra nada dos últimos doze anos. O público vai acompanhar todas essas visitas como se fosse a primeira vez e vai acompanhar a protagonista quando entra em casa pela primeira vez. O público vai conhecer o espaço e as pessoas, pela primeira vez, como a protagonista.
Como é fazer duas personagens tão diferentes num curto espaço de tempo?
É sempre bom alternar. O bonzinho secante é um pãozinho sem sal. E o mauzinho patife também não tem grande interesse.
Com tantos trabalhos entre mãos, será que se sente cansado?
Devia ter descansado mais um bocadinho ,entre trabalhos, mas a vida é assim mesmo.
O actor nos últimos dois anos fez novelas e series. Qual será o seu género favorito?
Gostava que houvesse um equilíbrio entre series e novelas mas sei que as primeiras custam muito mais dinheiro e, muitas vezes, perdem em termos de audiência. Nos canais privados é tolo pensar em perder dinheiro.
A novela “Rainha das Flores” vai sair da capital e vai trazer novas paisagens como é o caso de Tomar, Madeira ou Holanda. Poderá ser vista em Maio, na SIC. A produção vai para o lugar de “Poderosas”. Como será que o actor vê o facto de a SIC ter, desde o último ano, preenchido as suas noites com novelas portuguesas?
Acho fantástico o desenvolvimento da ficção nacional em detrimento do entretenimento que era a tradição nacional. Acho mais interessante ter ficção, independentemente do trabalho para os atores, que é excelente. Estimula tudo. Estimula a indústria nacional porque isto é vendido para o estrangeiro; desenvolve escrita, desenvolve um bocadinho de tudo. É uma indústria e acho que estamos cada vez melhores. Gostava que existissem estúdios maiores mas é o mercado e à dimensão, esta é a dimensão que nós temos. A novela é optimização máxima da ficção neste país. É aquilo que se pode fazer e rentabiliza ao máximo.
Existe algum constrangimento pelo horário que a novela irá ocupar na grelha da SIC?
O que se faz da novela é com o seu dono. O nosso cliente é a SIC. Gosto de entrar num projecto que comece de um lugar não cimeiro e depois ganhou, se tornou vencedor. Dá muito gosto. Temos que criar algum desapego em relação a essas coisas ou sofremos muito. Eu só tenho que representar. O resto não é comigo.
“Rainha das Flores” estreia em Maio, na SIC.
