
Morreu Maria Flávia de Monsaraz , aos 83 anos.
Mulher com forte dedicação às artes, teve sempre uma outra grande paixão: a interrogação sobre o sentido da vida. Nasceu em Madrid a 23 de Novembro de 1935.
Em 1987, abriu o Quíron – Centro Português de Astrologia e com ele iniciou um caminho que a tornou responsável pela refundação da Astrologia em Portugal e pela formação de várias gerações de astrólogos.
Antes, “aos 16 anos entrou na ESBAL, onde se formou em Escultura. Posteriormente, em 1964, com uma bolsa da Gulbenkian, fez pós-graduação em Pintura Mural dada pela Escola das Artes Decorativas de Paris, onde permaneceu até 1969. Ao regressar de Paris, trabalhou em tapeçaria durante 15 anos, ao mesmo tempo que estudava e aprofundava o conhecimento da astrologia que sempre a fascinou.Tem uma obra comprada pela UNESCO numa exposição internacional de artistas mulheres, uma obra no Museu Soares dos Reis no Porto, e igualmente outra obra que inaugurou o Museu de Arte Moderna da Gulbenkian”, refere a sua biografia por São José Almeida.
Mais do que uma astróloga, Maria Flávia de Monsaraz era “autora de uma síntese teórica própria daquilo que é chamado por Ciência Esotérica, que resulta da simbiose entre o esoterismo e a explicação do que é considerado mundo do oculto e da doutrina e dos valores do cristianismo, do budismo e do Taoismo, e que já deixou em dezenas de livros. Um pensamento doutrinário próprio que desafia, interpela e provoca o racionalismo ocidental”.
Era filha do poeta Alberto de Monsaraz e nascida na aristocracia, aderiu à Juventude Universitária Católica (JUC).
