
O Mercado que fora inicialmente inaugurado em 1934, e que renasceu com novo conceito a 26 de Novembro de 2013, celebrou o seu 6º ano esta sexta-feira num clima festivo, acompanhado de música e de muitas surpresas. Como já é costume, a entrada no evento foi gratuita.
Este dia contou a com performance de um saxofonista, do grupo DNA, e dos Groovelanders, que apesar das suas diversas sonoridades, proporcionaram um bom acompanhamento à festa deste Mercado.
Um dos momentos mais altos da noite foi a actuação de Toy. Cantou êxitos como “Sou Português”, “Rosa Negra” e “Coração Não Tem Idade (Vou Beijar)”, sempre num tom divertido. Introduziu cada música com uma pequena improvisação, e até fez covers dos Queen (“Love of My Life”) e Bob Marley (“No women No Cry”). No final do concerto, cantou os parabéns ao Mercado, acompanhado em palco pelos directores do Mercado e pela Dona Aurora (lojista mais antiga do Mercado).
A comida não pôde (obviamente) faltar. Todos os restaurantes, desde hambúrgueres a sushi, permitiram a degustação de variados produtos. Para melhor acompanhar a noite, diversas marcas como a Gin’s Amicis, a Casa Santos Lima, e a Aperol Spritz estiveram presentes no evento.
Dentro das surpresas, estiveram incluídas as estreias de novos espaços no mercado: o Mercado dos Pequeninos, um self-service de cerveja, e um espaço com matraquilhos, setas e televisões.
“O Parque Infantil insere-se no objectivo nosso de trazer para cá famílias. Muitas vezes os pais queixavam-se que não tinham onde deixar as crianças ou como distrai-las. Enquanto os pais desfrutam do jantar ou de uma bebida, ali ficam as crianças a divertirem-se”, disse-nos Frederico Lebre, um dos diretores do espaço.
Nessa mesma conversa, foi também feita a relação entre o estado do mercado desde a sua renovação até aos dias de hoje:
“Há seis anos atrás, antes de abrirmos, não existia qualquer vida neste mercado. Várias bancas vazias, não havia restauração e clientes. Hoje em dia estamos abertos até à uma da manhã, cheios de clientes e foi toda uma vida que trouxemos a este espaço, que antes estava abandonado.”
“Quando nós abrimos, o Mercado estava praticamente ao abandono. Hoje em dia, as próprias lojistas que cá se encontravam antes, todos eles beneficiaram bastante do fluxo novo de pessoas que vieram para o Mercado. Começaram a vender mais, os restaurantes à volta começaram a vender mais, e até o mobiliário em si, não só por ser Lisboa, mas também por causa do Mercado se valorizou bastante. Toda uma vida nova trouxe pessoas mais novas a viver no bairro e nos contribuímos também para isso”
Por motivos alheios ao Infocul.pt não foi possível obter uma entrevista com Toy, mas isso não impossibilitou um concerto dinâmico e cheio miúdos e graúdos.
