






















Os Prémios ILGA destacaram as personalidades que lutaram pela igualdade no ano de 2015.
Foi no Titanic, no Cais Sodré, que foi feita a entrega dos prémios ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgênero).
Foi uma noite muito emotiva para cada um dos vencedores, que viram o seu trabalho reconhecido, perante uma luta ainda tão longe de acabar.
A noite começou com o coro CoLeGaS – Coro Lésbico, Gay e Simpatizante. Nove homens e nove mulheres cantaram “True Colores” e “All about that bass”. Todos eles tinham um cachecol de cada cor, que representava as cores do arco íris.
O apresentador, Ricardo Araújo Pereira, esteve no seu melhor, como sempre com muito humor, dizendo que a ILGA “persiste em cair no erro de me convidar” e que tem de agradecer a “energúmenos como Pedro Arroja e Nuno da Câmara Pereira” porque sem pessoas como eles não haveria necessidade destes prémios, pois a liberdade de género seria um dado adquirido.
Ao longo da noite foram feitas diversas piadas sobre estas duas personalidades, o que trouxe muita piada e boa disposição ao evento.
Os prémios foram entregues a:
Susana Bento Ramos, repórter da TVI, pela sua reportagem “Fronteira da Hipocrisia”. Esta reportagem fala de duas mulheres que lutam para engravidar e que para isso têm de se deslocar a outro país. As protagonistas desta reportagem estiveram presentes, dando ainda mais emoção ao evento. Susana agradeceu o prémio e fez um pedido especial à ILGA, pedindo a Isabel Advirta (directora da ILGA), “advirta a sua equipa para nunca baixar os braços”.
Gender Trouble pela forma como trouxe o tema para a cultura.
Lorenzo e Pedro, dois youtubers, que ensinam receitas com as cores do arco-íris. O casal esteve muito emocionado, pois o ano de 2015 foi muito importante para Pedro que se assumiu publicamente. O casal pediu para “never forget to smile”.
ANEM/Centro Educativo da Bela Vista integrou uma funcionária trans e levou a cabo várias ações para desmistificar a transexualidade. Por isso e pelo projeto “Saúde em Igualdade”, que mostrou que o medo da descriminação afasta as pessoas LGBT dos profissionais de saúde.
Fátima Lopes não esteve presente, mas para receber o prémio esteve Carlos Moura, director do programa “A tarde é sua”. Carlos Moura chamou a televisão portuguesa de “diva gorda e obesa”, referindo que não é fácil falar destes temas em portugal, mas que enquanto for permitido, vai contrariar a “diva e seguindo os passos que a TVI nos deixa fazer e os espectadores nos permitem também falar.”
O ultimo prémio foi para Maria Capaz. Autoras da plataforma CAPAZES, as feministas Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues, lutam pela igualdade de género em portugal. Reconhecem que é ainda um caminho muito longo a percorrer, mas este prémio é o culminar de um ano em que a plataforma nasceu e ganhou voz. Rita Ferro Rodrigues afirmou que receber este prémio foi “uma honra e felicidade enorme e é sobretudo uma motivação muito grande porque é um projecto dificil, muitas vezes mal compreendido por muita gente, mas que nós temos a força e resiliência de o continuar.”
Este ano a ILGA comemora 20 anos, por isso nada melhor do que fechar a noite com chave de ouro. Ana Galvão, Bill Onair, Bonnie & Clyde, DJ Mag e Sushi animaram a noite no Titanic, Maxime Sur Mer que se estendeu até às seis da manhã.
