
A votação nas 49 aldeias a concurso, que começou a 9 de julho na Gala das Aldeias Ribeirinhas, continua a decorrer, com mais duas finalistas apuradas na categoria de Aldeias Rurais. A Gala foi ontem transmitida às 21h20 pela RTP, Televisão Oficial, em direto a partir de Paderne, no concelho de Albufeira. Nesta segunda Gala estiveram a votação 7 aldeias rurais: Alegrete, Cachopo, Casal de S. Simão, Faial, Manhouce, Paderne e Sistelo.
A eleição das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias está organizada em 7 Galas eliminatórias por categoria e as 49 aldeias a concurso são votadas todos os domingos, por chamada telefónica. As aldeias mais votadas em cada categoria são reveladas nas Galas emitidas em direto pela RTP todos os domingos de julho e agosto, a partir das 21h e durante cerca de 2 horas. Em cada Gala são apuradas duas finalistas, que passam à fase final de votação (de 27 de agosto a 3 de setembro).
Já foram votadas as Aldeias Ribeirinhas a 9 de julho e as Aldeias Rurais ontem, 16 de julho. Segue-se a 23 de julho as Aldeias de Mar. As Aldeias Remotas são votadas a 30 de julho e as Aldeias Autênticas a 6 de agosto. A 13 de agosto são votadas as Aldeias Monumento e a 20 de agosto as Aldeias em Áreas Protegidas.
A 27 de agosto a RTP transmite um programa sobre as 14 finalistas apuradas nas Galas anteriores (duas em cada Gala), e começa uma semana inteira de votação, até ao domingo seguinte. As 7 eleitas são conhecidas a 3 de setembro, no Piódão, na Declaração Oficial das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias.
As 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias são patrocinadas pela IKI Mobile, primeira marca portuguesa de telemóveis em cortiça. A Kia é o Carro Oficial do projeto, acompanhando este roadshow por todo o país.
Paderne:
O Castelo de Paderne é de origem muçulmana e as suas muralhas edificadas em taipa são um dos melhores exemplos deste tipo de arquitetura militar na Península Ibérica. Remontando a sua edificação aos sécs. XI e XII, inclui uma ponte medieval, construída para servir a população e o castelo, e duas cisternas, uma de construção almóada e outra posterior à reconquista cristã. Os Almóadas foram uma dinastia berbere, que tomou aos Almorávidas o poder, em Marraquexe. Diz a lenda das Mouras de Paderne que no subterrâneo do castelo estão mouros encantados, que defendem tesouros até que alguém digno seja capaz de os desenterrar. Para além do Castelo, é também de grande importância a Igreja Matriz, da primeira metade do séc. XVI.
Se calhar poucos sabem, mas este castelo é um dos 7 que estão representados na bandeira de Portugal, como símbolos da unidade territorial de Portugal, alcançada depois das conquistas, por Afonso III, do Algarve aos mouros, deixando de se falar no “Reino dos Algarves”.
O Castelo de Paderne é de origem muçulmana e as suas muralhas edificadas em taipa são um dos melhores exemplos deste tipo de arquitetura militar na Península Ibérica. Remontando a sua edificação aos sécs. XI e XII, inclui uma ponte medieval, construída para servir a população e o castelo, e duas cisternas, uma de construção almóada e outra posterior à reconquista cristã. Os Almóadas foram uma dinastia berbere, que tomou aos Almorávidas o poder, em Marraquexe. Diz a lenda das Mouras de Paderne que no subterrâneo do castelo estão mouros encantados, que defendem tesouros até que alguém digno seja capaz de os desenterrar. Para além do Castelo, é também de grande importância a Igreja Matriz, da primeira metade do séc. XVI.
Se calhar poucos sabem, mas este castelo é um dos 7 que estão representados na bandeira de Portugal, como símbolos da unidade territorial de Portugal, alcançada depois das conquistas, por Afonso III, do Algarve aos mouros, deixando de se falar no “Reino dos Algarves”.

Sistelo:
Por aqui passou o exército de Afonso VII de Leão e Castela, para confrontar D. Afonso Henriques, num episódio decisivo na fundação do Reino de Portugal no séc. XII. No séc. XIII, as Cartas de Foro dão Sistelo como póvoa. Conhecida como o “pequeno Tibete português”, tem nos socalcos uma marca identitária única em todo o país. Os socalcos, moldados durante centenas de anos para produção de cereais e para pastar raças de vacas autóctones, conduzem as águas por um sistema específico de regadio, uma forma inteligente e eco sustentada de obter proveito agrícola e pecuário. A aldeia tem um núcleo de espigueiros e a misteriosa Casa do Castelo de Sistelo, que foi edificada em finais do séc. XIX, e onde residiu o Visconde de Sistelo.
Por aqui passou o exército de Afonso VII de Leão e Castela, para confrontar D. Afonso Henriques, num episódio decisivo na fundação do Reino de Portugal no séc. XII. No séc. XIII, as Cartas de Foro dão Sistelo como póvoa. Conhecida como o “pequeno Tibete português”, tem nos socalcos uma marca identitária única em todo o país. Os socalcos, moldados durante centenas de anos para produção de cereais e para pastar raças de vacas autóctones, conduzem as águas por um sistema específico de regadio, uma forma inteligente e eco sustentada de obter proveito agrícola e pecuário. A aldeia tem um núcleo de espigueiros e a misteriosa Casa do Castelo de Sistelo, que foi edificada em finais do séc. XIX, e onde residiu o Visconde de Sistelo.
