
Sines acolheu o penúltimo fim-de-semana desta edição do Festival Terras sem Sombra. Uma visita pelo património do centro de Sines, no sábado, e uma acção de biodiversidade, pela manhã de domingo, marcaram a passagem do Festival por esta localidade, além, claro, do concerto do Ensemble do Festival de Lucerna, como aqui já demos conta.
O Castelo de Sines encontra-se construído num espaço que teve grande utilidade defensiva em alguns períodos da historia portuguesa.
“No século XIV, o pequeno povoado burguês de Sines reivindica junto do rei Dom Pedro I a autonomia administrativa em relação a Santiago do Cacém. O monarca, interessado na importância estratégica da terra na proteção desta zona de costa em relação aos corsários, concede foral a Sines. Mas com uma condição: a construção de uma cerca defensiva. O castelo é construído durante a primeira metade do século XV. A sua área é relativamente pequena, meio hectare, o que pode justificar-se pelo facto de na altura em que o castelo é construído a povoação ocupar já uma área demasiado grande para ser totalmente cercada” refere o município.
“O mais famoso dos alcaides de Sines foi Estêvão da Gama, pai de Vasco da Gama, que fez obras na fortaleza. Admitindo que Estêvão já ocupava esse posto em 1469, ano provável de nascimento do navegador, este deve ser o local de nascimento de Vasco da Gama. O castelo foi objecto de obras de restauro, completadas em novembro de 2008, em simultâneo com a inauguração do núcleo sede do Museu de Sines e Casa de Vasco da Gama” acrescenta o município. Desde 1933 é Monumento de Interesse Público.
















No Domingo, tempo de sentir os aromas do Alentejo através da acção de biodiversidade que decorreu nas imediações da Praia de S. Torpes, com uma acção de salvaguarda da biodiversidade, orientada pela Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha. A fronteira entre o Atlântico e o Mediterrânico – À descoberta dos monges eremitas da Junqueira é o tema para uma deslocação à antiga Provença, um mosteiro de Eremitas da Ordem de São Paulo da Serra de Ossa, habitado entre os séculos XV e XVII, a pouca distância do Atlântico, no limite do Parque Natural do Sudoeste Alentejano. Ainda hoje perduram traços dessa histórica presença, tão próxima como desconhecida, desde a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, em ruínas, à fonte santa e às terras outrora cultivadas pelos religiosos. Nas várzeas fertilizadas pela ribeira da Junqueira existem habitats muito favoráveis à flora e à fauna.

















