Barrancos: Terras sem Sombra é “oportunidade de as populações locais poderem usufruir de outro tipo de música”

Foto: Terras sem Sombra

Decorreu este fim-de-semana, durante os dias 1 e 2 de Fevereiro, o 2º fim-de-semana de actividades da 16ª edição do Festival Terras sem Sombra.

Barrancos recebeu o festival que agrega a valorização do património, a música clássica/erudita e a biodiversidade.

O Infocul esteve presente e entrevistou o presidente da Câmara Municipal de Barrancos, João António Serranito Nunes, sobre a importância desta vila arraiana receber o festival.

O autarca começou por revelar que “a importância é, não só, sobre essas três vertentes em que o Terras sem Sombra se baseia. E aí há valores que aqui são bem visíveis sobre todos os pontos de vista, mas tem também uma outra preocupação. Como tem uma vertente de música clássica, chamada de erudita, que normalmente estes territórios não podem usufruir. Portanto há aqui uma oportunidade de as populações locais poderem usufruir de outro tipo de música, porque não é habitual que ela venha aqui. Essa é uma das vertentes que queríamos proporcionar à população”.

Acrescentou ainda que “por outro lado, o património é um dos factores de desenvolvimento, enquanto actividade turística, cultural e pedagógica. São vertentes que queremos que sejam abordadas e desenvolvidas”.

Realçou ainda que na vertente da “biodiversidade, estando nós num sítio da Rede Natura, faz todo o sentido que possamos identificar valores e iniciativas para a sua valorização e divulgação. Depois este festival traz um tipo de público que se não houvesse este evento, ele não nos visitaria”.

Reconheceu ainda a importância dos “membros da comunicação social, aqui presentes, que dão visibilidade a este território de baixa densidade. Ou seja, podemos ser poucas pessoas mas temos um conjunto de valores e queremos através deste tipo de iniciativas dar visibilidade ao território e daí conferir-lhe a importância que normalmente não lhe é atribuída”.


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