
Os Calema acabam de lançar o CD-DVD ‘Live no Campo Pequeno’, tendo feito ontem a antestreia no Centro Comercial Fórum Sintra. Em entrevista ao Infocul falaram sobre a importância deste registo físico.
Este espectáculo decorreu no dia 7 de Dezembro na sala lisboeta, completamente esgotada, e no qual interpretaram temas como “Vai”, “A nossa vez”, “Tudo por amor” ou os mais recentes “Casa de madeira” ou “Sombra”, f
O Campo Pequeno passou a ser a sala mais importante do vosso percurso?
O Campo Pequeno passou a ser uma sala inesquecível do nosso percurso, também porque lá gravámos o nosso primeiro DVD ao vivo. Existem muitas salas míticas e o Campo Pequeno faz parte delas.
Qual a importância deste ‘Live no Campo Pequeno’?
Fazer um DVD é uma experiência única, é a gravação de um momento inesquecível da nossa carreira. É guardar uma lembrança quase viva da nossa tour ANV (A nossa vez). Achamos com a nossa equipa que era o momento certo para deixarmos uma peça visual de um show nosso.
Conseguem explicar tudo o que sentiram nessa noite no Campo Pequeno?
Cada concerto, cada música, cada pessoa que estava presente fez com que a história acontecesse. Fez com que tivéssemos esta oportunidade de estar em palco neste Campo Pequeno no centro de Lisboa. Foi uma noite cheia de emoção, cheia de partilha com o nosso publico. E vai ser sempre uma noite especial nas nossas memorias porque neste palco recebemos o nosso primeiro disco de ouro das mãos dos nossos pais, de certeza é um momento inesquecível.
Como foram os dias que antecederam o espectáculo?
Foram dias de muito trabalho, entre ensaios de som e luzes. Queríamos que as coisas acontecessem da melhor forma possível e que o show fosse perfeito. Mas estamos sempre com muito trabalho antes de todos nossos shows, com o apoio do nosso director musical e nosso produtor e de toda a equipa, mas acima de tudo dias de muito trabalho e concentração para tentar não deixar nenhum pormenor para trás.
Quando começaram o percurso, estavam à espera de tanto sucesso?
Quando começámos, claro que sonhávamos em alcançar o sucesso e em conseguir chegar realmente com a nossa mensagem às pessoas. Estar à espera, não sabemos se alguém espera algo assim, mas o que podemos dizer é que nada se consegue sem muito trabalho, muito esforço e sacrifício, e acima de tudo é preciso acreditar muito. Nós acreditámos sempre, trabalhámos sempre com um objectivo, e muito agradecemos por tudo o que nos tem acontecido e pela oportunidade de podermos partilhar o nosso sonho com todos os que acompanham o nosso percurso.
O que acham que vos faz chegar a tanto público?
Nós sempre quisemos ter uma mensagem para passar. Isso era uma das coisas mais importantes para nós… ter algo a dizer que fizesse sentido, que tocasse as pessoas e as fizesse acreditar… Acho que essa mensagem criou uma ligação, uma empatia, pois as pessoas identificam-se. Todos temos algo em que precisamos acreditar que é possível alcançar.
Se vocês fossem público o que mais gostavam nos Calema?
É muito difícil responder a isso, pois não temos o distanciamento de quem está de fora. Somos nós próprios… em tudo o que fazemos.
Quais os próximos concertos que queiram anunciar?
Acabamos de esgotar o Olympia em França e é para nós algo de incrível. Vamos continuar a nossa tour em Portugal e depois vêm muitas novidades para anunciar!
Em termos discográficos haverá novidades?
Sim, estamos já em estúdio a preparar o novo álbum. Temos já um primeiro single escolhido, mas que queremos preparar com todo o cuidado. Nas próximas semanas vamos focar-nos em ter o máximo deste álbum fechado pois em breve temos a tour em Portugal, em que vão ser muitos concertos, muitos dias seguidos e vamos estar quase só focados na estrada, com muito pouco tempo para algo mais. Mas estamos a preparar com todo o cuidado este novo trabalho.
Qual a mensagem que deixam aos leitores do Infocul?
A mensagem que podemos deixar é de que continuaremos a trabalhar para conseguir passar toda a emoção e sentimento que as músicas nos passam quando as compomos. Sem esse sentimento deixa de valer a pena. Queremos que todos vocês sintam o que nós sentimos! E acreditem que é possível, sempre!
