
O Festival de Cinema Argentino está de regresso, para a sua quarta edição, e depois de ser apresentado no Cinema São Jorge, teve ainda um evento mais informar no Restaurante El Bulo, em Marvila, do Chef Chakall, argentino a viver em Portugal há muitos anos a esta parte.
Um dos grandes destaques deste ano é a homenagem ao realizador Martín Rejtman, sendo que a programação estará dividida entre o Cinema São Jorge e a Cinemateca Portuguesa. Toda a programação pode ser consultada aqui.
Maria João Machado, directora do festival, em declarações ao Infocul, começa por destacar que na “retrospectiva da cinemateca, o realizador vai estar presente e dos seis filmes que vamos passar, sinceramente custa-me destacar algum, porque são filmes dos anos 90 e 2000. Ele é um dos percursores do novo cinema argentino e então, o primeiro filme tem a importância de ser um dos primeiros filmes e que despoletou este movimento, o segundo filme estabilizou essa nova gramática e essa nova maneira de contar uma história. Depois ele fez dois documentários muito diferentes e muito especiais um deles com a comunidade boliviana que vive na periferia de Buenos Aires, devotos da Virgem de Copacabana, e depois o destaque que eu mencionaria é um dos melhores filmes dos últimos 10 anos do cinema argentino que é o “Dos Disparos”, que é literalmente, e sem pudor de contar porque isto é logo nos primeiros dois minutos do filme, o protagonista dá dois tiros na cabeça e não morre e a partir dai desenrola-se toda a acção.”
“Já no São Jorge, temos vários filmes com várias personagens muito fortes todos, são 5 ficções, dois documentários e um conjunto de cinco curtas”, acrescenta.
Quanto aos apoios e orçamento do festival, esclarece que “este festival tem o apoio de dois mil dólares da Embaixada da Argentina, tem o apoio de uma viagem do IPDAL que compra a viagem do realizador, eu faço as traduções dos filmes praticamente a custo zero e esse dinheiro é para pagar a legendagem dos filmes”.
Já quanto aos elos de ligação entre Portugal e Argentina refere que “há qualquer coisa, uns traços do humor, o estar na via, a questão familiar (…)são várias pinceladas, não há uma identificação imediata, a Argentina é um pais da América Latina, Portugal é um pais Europeu e latino, (…) portanto á a questão da latinidade.”
O Festival realiza-se de 21 a 24 de Junho.
