Fogo Fogo celebram 5 anos, anunciam produtores de novo disco e procuram “fazer uma música intemporal, que seja difícil de datar”

O projecto Fogo Fogo celebra 5 anos de existência. Este ano sairá o primeiro disco, após 3 EP’s, e os produtores já são conhecidos: Alexandre Kassin e Victor Rice.

Francisco Rebelo, João Gomes, Danilo Lopes, David Pessoa e Márcio Silva constituem o projecto Fogo Fogo e em entrevista ao Infocul abordaram o novo disco, o percurso, a presença nos maiores festivais de música e ainda a escolha dos dois produtores do disco.

 

5 Anos de projecto Fogo Fogo. Qual o balanço?

Tem corrido muito bem. Não esperávamos, no início, ter a receptividade que tivemos, com convites para tocar nos maiores festivais nacionais, e inclusivamente no estrangeiro. E muito menos avançarmos para a criação de material original. Por isso, achamos que o balanço não podia ser mais positivo.

Celebraram este aniversário com um espectáculo na Casa Independente. Como correu?

Correu muito bem. Esteve cheio de gente, calor, e boa energia. Tivemos um convidado que tentamos ter desde o primeiro dia (Jon Luz), que foi a cereja no topo do bolo.

Até ao momento contam com 3 EP’s. Vem aí um disco novo. O que já pode ser revelado?

Vai ser um disco centrado em temas nossos originais. Inspirados nas sonoridades que temos abordado ao longo destes 5 anos de concertos – Funana e outros ritmos de festa cabo-verdianos, tocados por um grupo de músicos que se encontram em Lisboa, cidade que sempre ouviu e recebeu (e foi berço) de muita dessa música.

Esse disco conta com a produção de Alexandre Kassin e Victor Rice. Como surgiu esta possibilidade e qual a importância para Fogo Fogo?

Ambos são nossas referências, já desde algum tempo. Inclusivamente o João Gomes e o Francisco Rebelo já trabalharam com o Kassin, no âmbito de um concerto dos Orelha Negra, no RIR. A partir daí ficaram a conhecer melhor o seu trabalho, e achámos que nos podia ajudar a obter um som mais psicadélico e ao mesmo tempo moderno. O Victor Rice tem a ver com uma paixão de quase todos os elementos da banda pelo reggae e o dub, e o desejo de ter algumas dessas técnicas de mistura associadas à nossa música.

Quais os maiores desafios ao longo destes cinco anos?

Criar uma identidade própria, sendo que estávamos a fazer um estilo de música que vem de um país estrangeiro, onde a aceitação podia ser mais difícil. Não tem sido, felizmente. Sempre que nos cruzámos com músicos Cabo-Verdeanos, fomos muito elogiados, principalmente pelo facto de nos conseguirmos distanciar do que se faz actualmente, e criar uma sonoridade própria, dentro desta linguagem.

Tem sido fácil chegar ao público?

Tem. Sempre fomos recebidos com muito entusiasmo, talvez por fazermos música de festa.

Há algum público em específico que seja o vosso target?

Penso que não, de uma forma geral temos todas as faixas etárias nos nossos concertos. Procuramos fazer uma música intemporal, que seja difícil de datar.

Até à saída do disco, que novidades teremos ainda?

Não muitas, agora estamos mesmo concentrados na gravação, que ainda vai acontecer nas próximas semanas, depois logo vemos quando temos o primeiro single pronto para ser apresentado.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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