Graça Fonseca: “Amália fez muito por nós, portugueses e Portugal, na projecção do país e portanto acho que agora é o momento de retribuir o muito que ela nos deu”

Fotografia: Diogo Nora

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, marcou presença no espectáculo ‘Bem-Vinda sejas Amália‘, que ontem se realizou no Brejão.

 

Em declarações ao Infocul, a ministra destacou que “este é um programa que estava preparado há bastante tempo, julgo que ia ser anunciado talvez dois ou três dias antes de ser decretado o Estado de Emergência, mas como é evidente é um ano para celebrar a vida de Amália. Hoje celebraria 100 anos de vida e nós temos de celebrar a vida de Amália. No fundo, como temos dito ao longo deste centenário, Amália fez muito por nós, portugueses e Portugal, na projecção do país e portanto acho que agora é o momento de retribuir o muito que ela nos deu com esta celebração, com concertos, sendo que esta manhã houve também a emissão do selo, para o ano vai apanhar também a presidência de Portugal da União Europeia, portanto haverá ocasiões de celebrar Amália e projectar internacionalmente. É uma das maiores vozes, se calhar a maior voz do Fado!

Fotografia: Diogo Nora

Para a Ministra da Cultura, “não há futuro sem passado, não há futuro sem história. O futuro é feito através das vozes como Amália, que fizeram tanto pelo nosso país, porque repare que a nova geração de fadistas, e neste espectáculo veremos isso, são o somatório do que foi Amália. Não podemos preparar o futuro sem valorizar o passado e o projectarmos. Quem me dera a mim, como Ministra da Cultura, poder fazer isso a mais pessoas como a Amália, ainda em vida“.

Como tenho dito, temos de homenagear e projectar os nossos artistas enquanto eles estão vivos e também através deles celebrar o país“, acrescentou.

Fotografia: Diogo Nora

Já sobre a retoma dos espectáculos culturais, destaca que “podemos dizer que o sector da cultura se adaptou e organizou de uma forma extraordinária, eu disse esta semana e agradeci a todos, porque o sector da cultura desde o dia 18 de Maio tem vindo a reabrir os museus, monumentos, cinemas, teatros, música, agora finalmente as grutas, portanto tem sido um sector que tem-se crescentemente adaptando e que mesmo perante dificuldades, conseguimos estar perto das pessoas. Agora, é um sector que está numa situação muito difícil, sendo necessário nos próximos meses ou ano ter medidas particulares para este sector“.

Fotografia: Diogo Nora