Grutera: “Para mim, música é como fotografia, pode ter um efeito de cápsula do tempo”

A 8 de Maio é editado o novo disco de Grutera, intitulado ‘Aconteceu’. Em antevisão ao lançamento do disco, o músico concedeu entrevista ao Infocul.pt para explicar o que poderá o público encontrar neste trabalho discográfico. Um disco de memórias…mas com futuro.

Este disco demorou quanto tempo até ficar totalmente pronto?

Começou a ser composto em 2017 e foi sendo criado lentamente tema a tema durante todo esse tempo, início de 2019. Foi gravado no Verão em poucos dias, numa pequena adega em casa dos meus pais.

 

Qual a principal mensagem deste disco?

É um conjunto de memórias de todo este tempo mais ausente dos concertos, mas presente numa vida mais comum. Para mim, música é como fotografia, pode ter um efeito de cápsula do tempo.

 

Toca sobre o que aconteceu. Do que aconteceu, o que mais o marcou?

Passei por muita coisa, terminei um mestrado, uma pós graduação, viajei muito, comecei a trabalhar na minha área de estudos, conheci muitas pessoas, tive desencontros mas especialmente encontros e reencontros. Também assentei definitivamente onde sempre quis… num sítio perto da praia, com a namorada, guitarras e pranchas de surf na garagem. Com amigos por perto, mercado à distância de uma pedalada de bicicleta e uma salamandra que enche a casa de fumo, relativamente próximo dos pais e irmã. Tirei férias de andar de casa às costas.

 

Abordando um pouco os temas, como os descreve resumidamente a cada um deles?

Como disse, todos são memórias e fotografias de alguns momentos vividos. Mas a ideia é que também o sejam para quem os ouve, por isso seria castrador tornar a temática de cada um demasiado explícita. Mas vão desde as saudades das pessoas que gosto como na Perto É Sempre Melhor, até à ideia de que sempre conheceste uma pessoa mesmo que nunca tenhas falado com ela como na Para Mim, És Assim.

 

Quem o acompanhou neste processo?

Todas as pessoas com quem me cruzei nestes anos. Mas em termos técnicos foi sempre composto entre mim e as guitarras. Depois sempre com a produção do Tiago e Diogo Simão e design da Ana Gil.

Quais as grandes diferenças deste trabalho para o anterior?

Desde logo este disco tem uma guitarra semi acústica, processada por pedais de efeitos e loops. Logo por aí tenderá a ser um disco bastante mais eléctrico e corpulento. Depois penso que tecnicamente é mais interessante e tem mais um formato de canção e menos conceptual do que o anterior.

 

Em termos de espectáculos, o que já pode desvendar?

5 de Abril/ Festival Santos da Casa, Coimbra

4 de Junho/ Maus, Hábitos, Porto

5 de Junho/ Clav Sessions, Vermil

13 de Junho/ CAE Sever do Vouga

25 de Setembro/ Casa da Cultura, Setúbal

Onde poderão as pessoas interagir consigo?

Facebook, email ou nos concertos. Posso tender a parecer um tipo mais reservado e sisudo, mas não sou, venham todos dar um abraço.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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