
O Canto-autor e compositor João Caetano apresentou-se pela primeira vez com o seu projecto a solo em Portugal, actuando no Museu do Oriente na noite de terça-feira, 13 de Dezembro.
João Caetano nasceu em Macau e desde pequeno sempre teve ligações à música portuguesa, desde o fado à musica tradicional. Neste EP com três temas que acaba de lançar e que antecipa o disco a sair em 2017, o músico efectua uma ponte entre o Ocidente e o Oriente, juntando o que de melhor as suas vivências lhe ofereceram.
Há sete anos que integra o conhecido grupo Incognito como percussionista, ele que sempre que gostou dessas sonoridades desde muito jovem, tendo também estudado violino no seu percurso académico.
No auditório do Museu do Oriente apresentou-se em palco acompanhado por Pedro Pires e Manuel Rocha na guitarra, Pity no baixo, André Silva na bateria, Ricardo Anastácio na viola e André Dias na guitarra portuguesa. A portugalidade e a percussão é a base da sonoridade e da musica de João Caetano às quais acrescenta sonoridades orientais criando uma sonoridade que hipnotiza quem assiste e faz querer ouvir mais e mais.

Tempo houve ainda para uma homenagem à Aldeia de Lavacolhos e respectivos tambores originários de lá e que João Caetano usa, além de ouvirmos Maria Emília Reis, fadista residente no Clube de Fado e que foi convidada a integrar este EP. Maria Emília Reis que tem um timbre vocal muito bonito e que emprega-se com profundidade e sentimento no que canta. Uma bonita surpresa.
Além de “O poema à minha cidade”, “Eterno farol” e “Vale do Rossio”, que integram o EP, João Caetano apresentou e interpretou “É tempo de mudança”, “Senhora da Nazaré”, “Cegueira” ou “Miragem”, num alinhamento bem definido, ritmado e com uma boa noção de espectáculo.
João Caetano promete ser uma as boas surpresas que 2017 trará à música portuguesa.
Fotografias: Alfredo Matos
