
Jorge Palma fez paragem no Teatro Tivoli BBVA com o seu “Expresso de Outono”, esta quarta-feira, 21 de Novembro.
Um dos mais conceituados, e creditados, cantautores português subiu ao palco da sala lisboeta acompanhado da sua guitarra e já com os músicos em palco. Após os primeiros temas, sentou-se ao piano.
Num espectáculo com alguns problemas técnicos no que ao som diz respeito, assumidos inclusive pelo artista, Jorge Palma usou da imprevisibilidade e do humor para, entre canções, ir chegando ao público.
Um alinhamento no qual constaram a alguns dos maiores êxitos da carreira, Jorge Palma, qual maquinista, fez paragem em quase todas as estações importantes do seu percurso. Alguns apeadeiros terão sido esquecidos mas ninguém levou a mal.
Palma tem aura, e realidade, de génio. Talvez dos poucos que consiga suportar esse estatuto na música portuguesa. Seja ao piano, seja com guitarra, seja pela peculiar interpretação, quer seja na perspectiva de compositor e autor. Completo e de superior qualidade. Palma tem nos últimos anos granjeado do grande respeito que o público lhe tem. Respeito que se prolonga no amor que lhe é tributado em cada aplauso. E Palma, genuíno, vai dizendo o que a alma sente e o coração impulsiona. Não há truques.
Temas como “Cara de anjo mau”, “Dá-me lume”, “Boletim meteorológico”, “Só”, “” Trapézio” (recordando a longa parceria com Paco Bandeira), “Canção de Lisboa”, entre outros, marcaram presença no alinhamento e despertaram memórias, palmas e tentativas de canto na plateia.
“Expresso de Outono” viajou entre sonoridade eléctrica e acústica e teve em palco, ao lado de Jorge Palma, Pedro Vidal (guitarras e direcção musical), Gabriel Gomes (acordeão), Vicente Palma (guitarra e teclados), Nuno Lucas (baixo) e João Correia (bateria).
Texto: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa
