
‘Estrelas-Guia’ é o mais recente disco de José da Câmara, com selo da Sony Music Portugal, constituído por 14 faixas.
Neste trabalho destacam-se três convidados com que fez duetos: Teresa Câmara (A Estrela da Minha Vida), Rodrigo (Horas desta Vida) e António Pinto Basto (Como Nasceu o Fado).
Os músicos que o acompanharam oram Luís Petisca, Armando Figueiredo e Vasco Sousa. Contou com participações especiais de Jaime Santos, Dinis Lavos e Diogo Quadros.
‘Estrelas-Guia’ é o mais recente disco de José da Câmara. Quem são estas estrelas que o guiam?
A minha família e Amigos.
Tem como convidados Teresa da Câmara, Rodrigo e António Pinto Basto. Qual a importância de cada um deles na sua vida e o porquê da escolha deles para os temas em questão?
Todos eles foram, são e serão sempre importantes. Lá vamos cair outra vez na palavra Amigo, e também por respeito pela carreira dos dois mais velhos e esperança na carreira da mais nova.
Quanto tempo demorou todo o processo e gravação deste disco e quais foram os maiores desafios?
Desde que comecei a pensar num novo disco , até ele estar acabado, demorou 3 anos. O maior desafio foi encontrar um fio condutor. As estrelas guia.
A escolha de repertório foi difícil? Há algum tema que lamente aqui não estar?
É sempre difícil escolher o repertório mas quando encontramos o fio condutor torna-se mais fácil. Acho que estão os temas certos por isso não lamento a ausência de outros.
50 anos de vida e 30 de carreira. Quando começou a cantar esperava atingir esta marca?
(risos) Quando temos 20 anos achamos que um homem de 50 é um velho! Por isso nunca pensei cantar até esta idade. Agora que cá cheguei sinto que tenho imenso para dar!
Sente-se reconhecido?
Penso que sim.
É também radialista, sendo uma das imagens da Rádio Sim. Se tivesse de analisar o fadista/cantor José da Câmara, como o definiria?
Oh Diabo! Pergunta difícil…! Talvez … um tipo simpático, educado, com respeito pelo próximo e que às vezes até canta qualquer coisa de jeito…
Quais os temas que são obrigatórios em todos os espectáculos?
O que começa: “estamos aqui” deste disco, que define o nosso estado de espírito quando estamos em palco e o que termina o Espectaculo: “canto o fado” uma forma de acabarmos todos a cantar.
O apelido Câmara dá mais responsabilidade ou orgulho?
Orgulho pelo Pai, Avô,bisavô, trisavô…. e por aí fora. Todos eles motivo de orgulho e administração.
Com novo disco, o que está a ser preparado em termos de espectáculos? Quais os espectáculos que já podem ser anunciados?
Neste momento estou na fase de promoção estando só agora a começar a planear o novo Espectáculo.
Numa única palavra como define o percurso?
Sinuoso.
Este é o seu melhor disco?
É.
Quais os poetas que mais gosta de cantar?
São tantos… mas neste momento estou mais calhado com o José Luís Gordo, Daniel Gouveia e Ana Vidal.
Qual a mensagem que deixa aos nossos leitores?
Obrigado por terem lido a entrevista e já agora oiçam o disco e já agora um forte abraço.
