
Dias 27 e 28 de Setembro, o bairro de Alfama recebe a 7ª edição do Santa Casa Alfama. Katia Guerreiro actua no dia 28, no Palco Santa Casa.
A fadista concedeu entrevista ao Infocul a perspectivar o seu espectáculo, abordar a importância deste festival e confidenciou até qual a sua melhor recordação na Mesa de Frades, uma das casas de fado mais emblemáticas de Alfama. Revelou ainda que irá assistir…ao concerto de Ricardo Ribeiro, neste mesmo festival.
Katia, o que está a ser preparado para o espectáculo no palco Santa Casa, no Santa Casa Alfama?
Estamos a escolher o repertório para termos uma noite especial!
Em termos de alinhamento será apenas o mais recente disco, ‘Sempre’, ou irás também ter temas da restante discografia?
Sabes que os filhos mais velhos não podem ser deserdados, não sabes?
O festival cumpre a sua sétima edição. Qual a importância de termos um festival de fado desta dimensão e ainda por cima realizado num dos bairros mais carismáticos de Lisboa?
Com tantos festivais pelo país inteiro onde se misturam tantos géneros musicais, ter um festival totalmente dedicado ao Fado, e no bairro onde o fado mais se respira, deixa-me com alguma esperança sobre o destaque que o fado merece no panorama musical em Portugal.
Neste mesmo bairro há um espaço que te é especial, a Mesa de Frades. Qual a memória, das muitas que tens, que guardas com especial carinho?
Guardo todas as noites que lá passei com a Celeste. Uma em especial. Foi uma noite de verão em que eu estava a cantar, a porta estava aberta porque havia uma multidão e a Celeste sobe a rua, abre-se um caminho para ela passar e senta-se a meu lado continuando o fado que eu cantava naquele momento.
Para este espectáculo quem te acompanhará, em palco?
Levo os meus companheirões: Pedro de Castro, Luís Guerreiro, João Veiga, André Ramos e Francisco Gaspar, o António Martins, o Luís Caldeira e o Luís Batista.
Irás ter algum convidado?
Não vou levar convidados desta vez.
A agenda permitir-te-á ir ver mais algum espectáculo do festival, e que possas revelar?
No dia 27 estou em concerto o que não me permitirá assistir a nada, no dia 28 só vou poder assistir ao concerto do Ricardo Ribeiro.
O Fado foi destino ou uma escolha na tua vida?
Primeiro um destino, depois a escolha derradeira, quando já não seria mais possível manter as duas carreiras e ainda conseguir ser boa mãe.
Como tem estado a correr a aceitação do público a este mais recente disco?
Estou muito feliz com a forma com que todos se identificam com as escolhas que fiz neste disco.
Trabalhar com José Mário Branco surpreendeu muitas pessoas. Alguma vez tinhas pensado nesta possibilidade?
Tinha, só não tinha tido a coragem de dar o passo de convidar o José Mário Branco. Achei sempre que não iria aceitar… enganei-me.
O Fado, para Katia Guerreiro, é…
Alma despida.
Qual a mensagem que deixas aos leitores do Infocul?
Estou cheia de vontade de subir ao palco Santa Casa por isso conto convosco no dia 28 para carregarmos o ar de Alfama de fado, muito fado!
