Lisboa na Rua: Duarte levou o Fado a Belém (C/Fotos)

 

 

O fadista alentejano, Duarte, actuou esta quinta-feira, 12 de Setembro, no Jardim Vasco da Gama, em Lisboa.

Quase dois depois do lançamento do seu último disco, ‘Só a cantar’, Duarte apresentou-o na capital, concerto inserido no Lisboa na Rua, apostando num alinhamento maioritariamente composto por temas deste trabalho discográfico.

Em palco esteve acompanhado por Pedro Amendoeira, João Filipe e Carlos Menezes (guitarra portuguesa, viola de fado e viola baixo, respectivamente).

Giacometti deu início ao espectáculo, em termos de alinhamento, com Duarte a subir a palco, já, com ‘Fado Escorpião’.

Cumprimentou o público, agradeceu a presença deste e falou da sua preferência do cantar fado em espaços interiores, ao invés de exteriores.

De Fernando Pessoa, no Fado Alfacinha, trouxe ‘Cinco Quadras ao Gosto Popular’.

Do disco ‘Sem dor nem piedade’ interpretou ‘Dizem’. Após falar sobre a actualidade mundial e enquadrar a comunicação actual, cantou ‘Rimbaud’.

Sobre relacionamentos interpessoais cantou ‘Boa sorte ou despedida’, antes de apresentar o seu Alentejo aos lisboetas com ‘Terra da Melancolia’.

De António Calem, no Fado das Horas, interpretou ‘Saudades Trago Comigo’, antes de um instrumental no qual os seus músicos demonstram toda a arte e virtuosismo que lhes são característicos, sendo premiados com aplausos por parte do público em vários momentos da execução.

De regresso ao palco, o fadista natural de Arraiolos, cantou ‘Maria da Rocha’, seguido de ‘Rapariga da Estação’.

‘Mistérios de Lisboa’ foi dedicado a José Fonseca e Costa, antes de ‘Sobretudo Cinzento’ , segundo o fadista, que o tem protegido. Dois temas antecederam o encore no qual, entre outros, interpretou ‘Vou-me Embora Vou Partir’ e “Estranha Forma de Vida’.

O público despediu-se do fadista alentejano com forte e prolongado aplauso. O desenho de luz esteve a cargo de António Martins, com o som a ser responsabilidade de Cândido Esteves.

Antes de subir a palco, Duarte falou com o Infocul.pt sobre a actuação em Lisboa. O fadista confessou-nos que o espectáculo “assenta no alinhamento do último disco, se bem que depois é acrescentado com os temas mais marcantes dos meus outros trabalhos”.

Explicou-nos que “provavelmente acaba por ser um concerto mais maduro do que aquele que fizemos há quase dois anos, quando lançámos o disco, em Sintra”.

Entretanto passaram quase dois anos, a brincar, em que tive muitos mais concerto lá fora do que cá. A coisa não me tem corrido mal e agora é um bocado ‘bom filho a casa torna’ e vamos ver como a coisa corre”, acrescentou.

De Lisboa disse-nos que “é uma cidade que me acolheu, que marca a minha vida, desde 2004 que estou a cantar no Sr.Vinho. Se bem que é uma cidade que tem as suas características muito próprias, mas é uma cidade que tem marcado a minha vida artística”.

Conheça AQUI o programa do Lisboa na Rua.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografia: João de Sousa

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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