
A fadista Maria Ana Bobone é um dos nomes que actuará no festival de fado Caixa Alfama, evento para o qual está a preparar um concerto especial. Em declarações ao Infocul, a fadista desvendou um pouco do que podem esperar os espectadores que forem ao seu concerto.
Maria Ana Bobone começa por nos revelar que “ando em concertos pelo mundo fora. Estou muito feliz. Quando há este grau de actividade é sempre muito bom para um artista. Sentimos imenso na carreira. Tenho tido, graças a deus, uns meses bastante movimentados e prometem continuar!”
Apesar de ter lançado recentemente um disco mais dedicado a outro género musical que não o Fado, os concertos que efectuará serão no âmbito “fado. Eu fiz dois concertos com o meu disco “Smooth”, que foram nas duas galas Smooth. Mas é difícil. Está tão fora daquilo que eu acho habitual para mim que é difícil que haja já oportunidades mas não perdi a esperança de aparecer a oportunidade para fazer um concerto. Será um dia destes”.
A fadista garantiu que nesta edição não vai trazer o seu espectáculo de voz e piano “porque vou cantar na igreja de S. Miguel e vou desenhar um concerto próprio para ser apresentado nesse espaço. Como sabes, o patriarcado não permite que seja sobrecarregado o sítio e portanto as coisas vão ter que ser adaptadas, o que para mim vai ser uma coisa muito interessante. Já no ano passado eu fiz na igreja de Santo Estêvão. Vou fazer um concerto de fado com um cariz mais espiritual” acrescentando que “ainda não sei o nome de todos os músicos que me vão acompanhar”.
O Caixa Alfama vai para a sua quarta edição, o Caixa Ribeira já vai em duas e o festival alargou-se também a Luanda. Com cada vez mais publico a aderir ao fado, a fadista diz ser algo natural “quando há uma iniciativa por parte de alguma força. Neste caso é uma cooperação entre o Luís Montez e a Caixa. São forças motrizes que põem estes produtos de referência junto do público e o público consome. Eu tenho que agradecer ao Luís Montez e à Caixa Geral de Depósitos pela promoção deste festival tanto em Lisboa, Porto ou Luanda, onde também vou estar presente. São promotores muito importantes para a nossa cultura”.
