
O dia 7 de Janeiro marca o regresso da peça ‘Mário: História de um Bailarino no Estado Novo’ ao Cinema São Jorge, em Lisboa. Flávio Gil concedeu curta entrevista ao Infocul sobre o espectáculo.
Não se trata de uma estreia, mas sim de um regresso após estrondoso sucesso obtido no ano passado.
Um espectáculo, com encenação de Fernando Heitor e interpretação de Flávio Gil, que estará em cena até 28 de Janeiro.
Um monólogo que aborda a vida de Valentim de Barros, um bailarino português perseguido pelo Estado Novo e que esteve internado no Hospital Miguel Bombarda devido à sua homossexualidade.
Flávio, esta peça regressa ao Cinema São Jorge. Quando surgiu o desafio esperavas um sucesso tão grande?
Nunca imaginei, até porque na verdade não tinha expectativa nenhuma nesse sentido. O meu único desejo era ter oportunidade de interpretar o texto que me apaixonou desde o primeiro momento. Tudo o que aconteceu, durante a primeira temporada no São Jorge, foi absolutamente surpreendente para todos.
O que foi mais desafiante para ti ao preparar e construir o personagem, inspirado em Valentim de Barros?
Talvez tenha sido encontrar a forma de ser a mesma pessoa em diferentes momentos da sua vida. Ter que transmitir mensagens muito distintas sem deixar de ser o mesmo indivíduo. Depois, toda a parte física representou um desafio enorme para mim. Aproximar-me minimamente da postura de um bailarino foi um trabalho difícil e muito desafiante.
Em termos de encenação ou texto haverá alguma alteração para as representações a partir de Janeiro? Ou seja, quem já viu o espectáculo irá ter alguma surpresa caso regresse ao São Jorge?
Não faria sentido alterar o espectáculo. É o “Mário” que vai estar em cena. O Mário que muitos já viram e insistiram em que devia ser reposto. É esse Mário que volta.
O espectáculo estará em cena até quando?
O espectáculo vai estar em cena a partir de 07 de Janeiro, todas as terças e quartas desse mês, às 19:00 na Sala 2 do Cinema São Jorge.
