OCF abriu terceira edição com Les Triplettes de Lisbonne e Dino D´Santiago

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Esta sexta-feira, 08 de Abril, teve inicio o OCF- Oeiras Crescendo Fest no Auditório Municipal Eunice Muñoz em Oeiras. Actuaram Les Triplettes de Lisbonne e Dino D’Santiago perante muito pouco público.

 

Pouco passava das 21:20 quando Virgínia Carvalhal, da organização,  subiu a palco para abrir a terceira edição do festival, explicando que o objectivo deste é proporcionar espaço de actuação a nomes ainda não conhecidos do público, sendo que este ano foram também adicionados ao cartaz alguns nomes sonantes de modo a dar maior projecção ao festival.

 

 

Os Les Triplettes de Lisbonne tiveram a dupla responsabilidade de abrir o festival e de aquecer o público para o concerto de Dino D’Santiago. Sãoum trio composto por João Roxo (clarinete/ sax tenor), João Santos (guitarra) e Sérgio Fiuza Duarte (contrabaixo) e que tem o seu repertório baseado no Jazz Manouche, quase um sub género do jazz. Um dos maiores intérpretes deste género foi Django Reinhardt.

 

 

Os Les Triplettes de Lisbone conseguiram uma actuação de qualidade, sustentada numa boa interpretação instrumental e claro na indispensável interacção com o público. Fizeram questão de explicar um pouco de cada tema antes de o interpretarem e foram premiados com aplausos da plateia.

 

 

Quando começou o concerto do trio estavam na sala menos de 50 pessoas, num espaço que tem capacidade para 263. Ao longo do concerto do trio foram chegando mais pessoas, e para o concerto de Dino D’Santiago o aspecto já era melhor mas nem sequer atingindo 50 % da lotação. Uma pena tendo em conta o cartaz, o objectivo do festival e a beleza do auditório.

 

 

Dino D’Santiago era o cabeça de cartaz do primeiro dia e esteve à altura da responsabilidade. Apresentou-se em palco no seu estilo meio tímido mas sabedor da sua qualidade e desde o inicio que trouxe o calor de África para uma noite fria e ventosa em Oeiras. Impossivel foi não entrar no ritmo, saltar das cadeiras e dançar.

 

 

A música de Dino, quase na totalidade cantada em criolo, “obriga” a pensar nas amarras mentais, na força de acreditar, no amor, nas aventuras e desventuras da vida. Consegue isso com uma interpretação exímia com algumas alterações no registo vocal e um trio de instrumentistas absolutamente geniais com destaque para Miroca Paris.

 

 

A sonoridade africana mistura-se com o Fado nos temas abordados. E é esta junção luso-africana que faz de Dino um artista único. Ontem montou uma verdadeira festa dentro do auditório. Teve ainda uma convidada especial, Laura, e interpretado “Joana e Joaninha” com Miroca Paris na voz e guitarra

 

 

O primeiro dia de OCF artisticamente correu muito bem com duas actuações de qualidade, com tudo teve muito pouca adesão de público.