
No primeiro dia de Super Bock em Stock 2020 nem apenas de novas sonoridades ou música alternativa se fez o festival.
Em plena Casa do Alentejo houve espaço e tempo para ouvir o Cante Alentejano, através do Rancho Coral e Etnográfico de Vila Nova de São Bento, numa actuação inserida no CanteFest, num cruzamento com o Super Bock em Stock.
O CanteFest realiza-se de 22 a 27 de Novembro, o primeiro dos dias em Lisboa. Após a apresentação do “Cancioneiro de Serpa”, na Livraria Férin, foi na Casa do Alentejo que o Rancho interpretou, a plenos pulmões e com toda a alma, várias modas do cancioneiro alentejano.
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Além de vários populares, festivaleiros ou simples amigos do rancho, esteve também presente o presidente da Câmara Municipal de Serpa, Tomé Pires.
Em declarações ao Infocul, e sobre esta edição do festival disse que a “principal novidade é continuar a fazer mais e melhor pelo Cante Alentejano, é esse o nosso trabalho”.
“O CanteFest tem sempre um objectivo, o objectivo máximo que é comemorar a classificação do cante enquanto Património Imaterial da Humanidade, sendo que de facto em todas as edições vamos mostrando projectos novos à volta do cante, sempre com apresentações de livros”, entre outras actividades, acrescentou.
Este ano a grande novidade é “a apresentação do Centro Interpretativo do Cante, que é uma obra que já está a ser desenvolvida e que será uma realidade já no próximo ano, fazendo daquilo que é a Casa do Cante, passando a ser o Museu do Cante.”
Disse-nos ainda de que “o que nos tentamos fazer sempre é divulgar mais o Cante e é isso que nós estamos a fazer em Lisboa, sendo hoje o primeiro do CanteFest, e depois Sábado, Domingo, Segunda, Terça e até Quarta, que é o dia 27, que é o dia oficial dos cinco anos de classificação, onde vamos arranjar tempo para debater o que aconteceu nestes cinco anos de classificação e qual será o futuro do Cante”.
Sobre o Centro Interpretativo do Cante, disse que “queremos que daqui por um ano, ou seja, no próximo dia 27 de Novembro, quando fizermos seis anos de classificação do Cante, que o Centro Interpretativo seja uma realidade e que qualquer pessoa que visite o Alentejo e Serpa, a qualquer momento possa saber um pouco mais daquilo que é o Cante e é esse o objectivo do Centro, porque como sabemos o Cante Alentejano não é cantado por profissionais, não está disponível todos os dias e essa será uma forma de compensar essa não existência do Cante diário”.
Durante estes anos, após elevaçao, destaca que “além de se ganhar mais visibilidade, o que há hoje em dia é mais respeito pelo Cante e isso orgulha-nos e sabemos que levar o Cante a qualquer lado é sempre sinónimo de uma boa experiência. Há uns anos atrás não era fácil sair com o cante do Alentejo”.
Sobre o Centro Interpretativo do Cante disse ainda que “essa intervenção no total são cerca de 300 mil euros, em que cerca de metade é para a requalificação do edifício e depois cerca de 150 mil é para a parte museográfica, esta parte que será em parceria com a Direção Regional de Cultura, em que conseguimos financiamento e estamos a falar de um financiamento de 85%”.
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