
Esta quinta-feira, 9 de Julho, o Teatro Tivoli BBVA recebeu os Xutos & Pontapés, naquele que foi o primeiro concerto da banda com público ao vivo, após o período de confinamento devido à pandemia provocada pela COVID-19.
Tim, Gui, Kalu e João Cabeleira apresentaram-se no Tivoli BBVA, em Lisboa, com vontade enorme de voltar a estar com os fãs, de tocarem juntos e acima de tudo de proporcionarem uma noite grandiosa com um bom espectáculo. Conseguiram todos os objectivos.
A banda teve por diante um público apaixonado e conhecedor do percurso, que conta já mais de 40 anos, da banda que lidera há muitos anos o rock em Portugal.
Num alinhamento maioritariamente composto por temas conhecidos, o público ainda tentou levantar-se em alguns para pular, mas de imediato, e bem, surgiram os assistentes de sala a pedir que voltassem a sentar.
Tim esteve parco em palavras mas muito assertivo. Após alguns momentos em que apostou no humor e aproveitou alguns lapsos para fazer rir o público, chamou a atenção para as dificuldades que o sector atravessa: “Cada um faz o melhor por si e pelos seus. (…) Espero que não se comam uns aos outros. (…) Tenho receio que isso se possa acontecer e deixe de haver respeito, compaixão…”.
Já antes tinha feito um outro alerta ‘social’, aquando do tema intitulado N’América, “vindo directamente de um sítio onde não se devia estar”. Tempo ainda para dedicar ‘Falcão’ aos fãs, porque, segundo Tim, apenas os verdadeiros fãs “sabem a letra”
A sala não encheu, devido às medidas agora impostas de distanciamento físico, e os bilhetes também não foram todos vendidos. Significa isto que a sala teve com menos de 50% da sua lotação.
Uma noite intensa, positiva, com excelente música…numa nova realidade que não deve ser considerada normalidade.
Alinhamento:
Duro
Alepo
Às vezes
Enquanto a noite cai
N’América
Falcão
Salve-se quem puder
Avé Maria
Negras como a noite
Mar de Outono
O que foi não volta a ser
Homem do Leme
Circo de Feras
Não sou o único
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Á Minha Maneira
Contentores
Casinha
Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Alfredo Matos
