Ao apresentar «As flores que o inverno deixou», Raul Minh’alma partilhou no Facebook o retrato de uma mulher a quem ainda dizem que sabe pouco da vida. A imagem que acompanha o texto descreve-a em versos curtos, com as suas feridas, o seu mau feitio e a vontade de dar a volta por cima.
“Ela é feita de flores / de feridas / de mau-feitio / de dias de sol / de trovoada / e de uma incansável / vontade de dar a volta por cima”, lê-se na imagem. Na legenda, o escritor conta o que essa mulher já teve de enfrentar: “Já tentaram de tudo, já lhe atiraram pedras, pregaram rasteiras, cortaram as asas e ainda assim ela soube sempre levantar-se, reinventar-se e renascer.”
Para falar das desilusões amorosas, Raul Minh’alma recorre à imagem de quem aprendeu a juntar as peças. “Bateu tantas vezes no fundo que fez dele um trampolim. Partiu tantas vezes o coração que virou mestre em fazer puzzles. Soube tirar uma lição de cada desilusão e virou professora do destino.”
O retrato termina com um gesto discreto. Quando alguém lhe diz que ainda tem muito a aprender, ela guarda a resposta para si. “De vez em quando ainda lhe dizem que ela que não sabe nada da vida, que ainda tem de comer muita sopa, que as coisas não são bem assim. E ela limita-se a sorrir e a acenar, consciente de que não vale a pena entrar nessa discussão e diz para si mesma: ‘ai se tu soubesses…’”, escreveu.
No final da publicação, o autor anunciou que o novo romance, «As flores que o inverno deixou», já está à venda em livrarias e hipermercados.
