Ashley St. Clair acusa Elon Musk de cortar apoio ao filho após revelar a maternidade

Ashley St. Clair acusa Elon Musk de reduzir o apoio financeiro ao filho dos dois depois de ter tornado pública a maternidade. No documentário “Musk”, a autora descreve uma relação que se deteriorou após o nascimento de Romulus e relata pressões para manter em segredo a ligação ao empresário.

Realizado por Alex Gibney e apresentado no Festival de Cinema de Veneza, o documentário inclui o testemunho de St. Clair. Segundo a Associated Press, a obra apresenta também uma gravação de Jared Birchall, colaborador de Musk, a negociar com a autora um acordo de confidencialidade ao qual estaria associado o apoio financeiro à criança.

As alegações sobre os pagamentos e os motivos para a sua redução correspondem à versão de Ashley St. Clair.

O acordo que a autora diz ter recusado

Segundo o relato apresentado, foi proposta à escritora uma entrega inicial de 15 milhões de dólares, acompanhada por pagamentos mensais de 100 mil dólares, mediante a assinatura de um acordo de confidencialidade.

St. Clair explicou que não queria que o filho “se sentisse como se fosse um segredo” e que não poderia aceitar aquelas condições “em sã consciência”.

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De acordo com a autora, o apoio desceu posteriormente para 40 mil dólares por mês e, depois, para 20 mil dólares. St. Clair associa a redução à recusa do acordo e à decisão de revelar publicamente, em fevereiro de 2025, que tinha tido um filho do empresário.

“Era quase como se ele não mostrasse um certo lado de si mesmo até depois que nosso bebé nasceu”, afirmou, descrevendo uma mudança na relação após o parto.

Na apresentação do documentário em Veneza, a autora voltou a abordar o tema da confidencialidade e afirmou ter recusado uma proposta de 40 milhões de dólares para permanecer em silêncio. Este montante foi referido nessa intervenção pública, sem que deva ser confundido com o pagamento inicial de 15 milhões descrito no relato sobre as condições financeiras do acordo.

Mensagens sobre ter mais filhos

Ashley St. Clair situou o início da aproximação em 2023, através da rede social X, e recordou a insistência de Musk no tema da natalidade.

“Ele respondia às minhas postagens com frequência. Um dia, ele respondeu a uma das minhas postagens do Dia das Mães e disse que eu deveria ter mais filhos”, contou.

Segundo a autora, as mensagens tornaram-se mais diretas: “Deveríamos ter um filho. Você deveria ter muito mais filhos. Você deveria ter 10 filhos.”

St. Clair relatou ainda uma alegada disponibilidade do empresário para fazer doações de esperma a outras mulheres.

“Havia uma mulher no Japão que basicamente só queria doação de esperma, e ele concordou. É como uma metralhadora de esperma nas mensagens diretas dele”, afirmou.

Estas declarações representam o testemunho da autora e não permitem, por si só, estabelecer a existência de outros filhos além dos publicamente conhecidos.

Disputa familiar acompanha o documentário

A autora descreveu também dificuldades financeiras associadas à redução dos pagamentos, incluindo o risco de perder a habitação, num contexto de disputa pela guarda de Romulus.

Entre as mensagens que atribui ao empresário está ainda o desejo de reunir “uma legião de filhos antes da guerra civil”.

Musk tinha anteriormente afirmado ter transferido 2,5 milhões de dólares para St. Clair e manifestado disponibilidade para realizar um teste de paternidade. Essa posição pública não esclarece, por si só, as condições do acordo relatado pela autora nem os motivos dos cortes que ela denuncia.

O documentário alarga o retrato à atividade empresarial e à influência pública de Musk, mas é o testemunho de St. Clair que expõe a sua versão dos bastidores desta relação e do conflito em torno do filho.

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