Barrancos sem touros de morte em 2021

Barrancos sem touros de morte em 2021

Barrancos sem touros de morte em 2021, algo que acontece pelo segundo ano consecutivo.

As Festas de Barrancos, no Alentejo, que incluem touradas de morte legais, voltaram a ser canceladas este ano, pela segunda vez consecutiva, por falta de condições sanitárias, devido à pandemia de covid-19, revelou a organização.

A comissão organizadora refere, em comunicado: “Lamentavelmente, a situação epidemiológica não está controlada, não havendo, por isso, condições sanitárias” para realizar os festejos, que deveriam decorrer entre o próximo sábado e terça-feira, naquele concelho raiano do distrito de Beja.

Segundo a comissão, o cancelamento das festas deste ano, tal como aconteceu com as de 2020, “já era expectável, tendo em conta a impossibilidade de realização de eventos relacionados com a tradicional ‘fêra’”.

“Infelizmente, será o segundo ano consecutivo sem o reencontro da família barranquenha”, lamenta, justificando que “a saúde da população está e continuará a estar em primeiro lugar”.

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Atualmente, “continuamos a viver tempos difíceis. Temos de continuar a cuidar da saúde de toda a comunidade”, sublinha.

A “Fêra de Barrancos” tem “características próprias e, nas suas singularidades, é impossível controlar acessos e entradas e/ou garantir o distanciamento físico” entre pessoas, explica a comissão, frisando que “nunca esteve” nos seus planos “fazer uma ‘pequena fêra’, só para ‘marcar calendário’”.

A comissão indica que “não conseguiu realizar nenhum evento desde março de 2020”, devido à covid-19, e diz esperar que, “em 2022, seja possível ultrapassar esta maldita pandemia” para “dar continuidade à tradição” das festividades.

As Festas de Barrancos, que costumam decorrer entre os dias 28 e 31 de agosto, tornaram-se “famosas” pelas touradas de morte, legalizadas graças a um regime de exceção, e misturam celebrações religiosas e divertimentos pagãos em honra de N. Sra. da Conceição, a padroeira da vila raiana.

Barrancos sem touros de morte em 2021 deixa assim os aficionados sem uma das mais enraizadas e identitárias tradições portuguesas dentro da tauromaquia.

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