“BENJAMIM e os dias cheios de nada”: Pedro Chagas Freitas fala de amor, medo e alegria após transplante do filho, em livro.
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para apresentar “BENJAMIM e os dias cheios de nada”, livro que descreve como o mais íntimo da sua carreira.
Na publicação, o escritor explicou que a obra nasce depois da doença, do internamento e do transplante do filho. O autor fala de gratidão, medo, cansaço, amor e alegria, num texto profundamente pessoal.
A fotografia mais feliz da vida
Na mensagem que partilhou nas redes sociais, Pedro Chagas Freitas começou por destacar a capa do livro. Nela surge uma imagem carregada de significado familiar.
“𝗡𝗮 𝗰𝗮𝗽𝗮 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼, 𝗮 𝗽𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗱𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮, 𝗮 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗱𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮: 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼 𝗮 𝘀𝗮𝗶𝗿 𝗱𝗼 𝗵𝗼𝘀𝗽𝗶𝘁𝗮𝗹 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗹𝗮𝗻𝘁𝗲. 𝗔𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗲𝗺. 𝗣𝗼𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗶𝗺𝗽𝗼𝘀𝘀í𝘃𝗲𝗹 𝗱𝗲 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗿. 𝗔 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿 𝗺𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗮: 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮, 𝗲𝘀𝘁á 𝗮 𝗳𝗲𝗹𝗶𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.”
Assim, o autor enquadra a obra a partir de uma imagem concreta. Mais do que uma recordação, a fotografia surge como símbolo de sobrevivência e regresso.
Um livro escrito depois da “guerra”
Pedro Chagas Freitas explicou ainda que “BENJAMIM e os dias cheios de nada” nasce de uma fase posterior à doença. O escritor fala do pós-trauma como uma espécie de pós-guerra vivido por muitas famílias.
“𝗕𝗘𝗡𝗝𝗔𝗠𝗜𝗠 𝗲 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝗰𝗵𝗲𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮” 𝘃𝗲𝗺 𝗱𝗮 𝗴𝘂𝗲𝗿𝗿𝗮. 𝗗𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗮 𝗱𝗼𝗲𝗻ç𝗮, 𝗱𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼, 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲𝘂-𝗺𝗲, 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲𝘂-𝗻𝗼𝘀, 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲 𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗳𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮𝘀: 𝗮 𝗯𝗮𝘁𝗮𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗼 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀, 𝗼 𝗽ó𝘀-𝘁𝗿𝗮𝘂𝗺𝗮, 𝗾𝘂𝗲 é 𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘀𝗽é𝗰𝗶𝗲 𝗱𝗲 𝗽ó𝘀-𝗴𝘂𝗲𝗿𝗿𝗮, 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗼. 𝗘𝘀𝘁𝗲 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝗳𝗼𝗶 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗮 𝗴𝗿𝗮𝘁𝗶𝗱ã𝗼 𝗲 𝗮 𝗲𝘅𝗮𝘂𝘀𝘁ã𝗼, 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼 𝗮𝗺𝗼𝗿 𝗲 𝗺𝗲𝗱𝗼, 𝗻𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗰𝗮𝗻𝘀𝗮ç𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗴𝗼 𝗱𝗲𝗻𝗼𝗺𝗶𝗻𝗮𝗿.”
Além disso, o autor liga a experiência pessoal a uma reflexão mais ampla sobre o mundo atual.
“É 𝘂𝗺 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗺𝗼𝘀. É 𝘂𝗺 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝘁𝗮𝗺𝗯é𝗺 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗿 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝘃𝗲𝗹𝗼𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮𝗯𝘀𝘂𝗿𝗱𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗮𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗶𝗻𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝗰𝘂𝘁𝗮𝗿, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝘃𝗶𝗼𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗼 𝗿𝘂í𝗱𝗼, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗼𝗯𝘁𝘂𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼.”
Amor, fragilidade e a alegria como resistência
Na mesma publicação, Pedro Chagas Freitas apresentou o livro como uma obra sobre cuidado, amor e vulnerabilidade. O escritor sublinha a consciência de que tudo pode mudar de um momento para o outro.
“É 𝘂𝗺 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮𝗺𝗼𝗿. 𝗦𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗿, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗿𝗮𝗺 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗳𝗿𝗮𝗴𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝘀𝗲𝗻𝘀𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗮𝗰𝗮𝗯𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗲𝗻𝘁𝗲: 𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼, 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗼𝘁𝗶𝗻𝗮, 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮, 𝘂𝗺𝗮 𝗶𝗻𝗳â𝗻𝗰𝗶𝗮, 𝗻ó𝘀 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗼𝘀.”
No entanto, a obra não se fecha apenas na dor. O autor destaca a alegria como uma forma urgente de resistência.
“𝗘𝘀𝘁𝗲 é 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘁𝘂𝗱𝗼 𝘂𝗺 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗮𝗹𝗲𝗴𝗿𝗶𝗮. 𝗦𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗿𝗶𝗿 𝗻ã𝗼 é 𝘀𝘂𝗽𝗲𝗿𝗳𝗶𝗰𝗶𝗮𝗹, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗶𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗮 𝘃𝗶𝗻𝗴𝗮𝗻ç𝗮 𝗽𝗼𝘀𝘀í𝘃𝗲𝗹, 𝗲 𝘂𝗿𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮 𝗲𝘀𝗺𝗮𝗴𝗮𝗿-𝗻𝗼𝘀.”
“O livro mais íntimo que escrevi”
Pedro Chagas Freitas terminou a publicação com uma mensagem dirigida aos leitores. O escritor espera que as páginas possam acompanhar, abraçar e ajudar quem as encontrar.
“”𝗕𝗘𝗡𝗝𝗔𝗠𝗜𝗠 𝗲 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝗰𝗵𝗲𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮” é 𝗼 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 í𝗻𝘁𝗶𝗺𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗲𝘃𝗶.
𝗘𝘀𝗽𝗲𝗿𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽á𝗴𝗶𝗻𝗮𝘀 𝘃𝗼𝘀 𝗳𝗮ç𝗮𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗶𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗼𝘀 𝗮𝗯𝗿𝗮𝗰𝗲𝗺, 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗼𝘀 𝗳𝗮ç𝗮𝗺 𝗿𝗶𝗿, 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗼𝘀 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗲𝗺 𝗮 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿, 𝗮 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿.
𝗡𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝗰𝗵𝗲𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮, 𝗲𝘀𝘁á 𝗼 𝗾𝘂𝗲 é 𝗰𝗮𝗽𝗮𝘇 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝘀𝗮𝗹𝘃𝗮𝗿.
𝗤𝘂𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗼 𝘃𝗲𝗿, 𝗲 𝗱𝗲 𝗼 𝗽𝗿𝗮𝘁𝗶𝗰𝗮𝗿.”
Assim, “BENJAMIM e os dias cheios de nada” surge como um livro nascido de um momento familiar extremo. Mas, pelas palavras do próprio autor, é também uma obra sobre alegria, cuidado e sobrevivência.
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