Bernardo Silva soma poucos minutos no Real Madrid e perde espaço na Seleção, numa situação rara na carreira.
O internacional português acumulou 282 minutos em seis jogos pelo clube espanhol. Nos quatro encontros de Portugal sob o comando de Jorge Jesus, foi utilizado durante apenas sete minutos.
A mudança para o Real Madrid ainda não trouxe a Bernardo Silva a continuidade que marcou a sua passagem pelo Manchester City. Aos 32 anos, o médio português procura conquistar espaço nas escolhas de José Mourinho, numa fase em que também tem tido uma utilização reduzida na Seleção Nacional.
Segundo os números apresentados por A BOLA, Bernardo participou em seis encontros pelos merengues, três deles como titular, somando 282 minutos, uma assistência e nenhum golo.
Nova passagem pelo banco sem entrar
O encontro com o Villarreal voltou a terminar sem que o médio português fosse chamado a jogo. Na vitória do Real Madrid por 1-0, Bernardo permaneceu entre os suplentes não utilizados.
A concorrência no meio-campo ajuda a enquadrar as dificuldades para conquistar um lugar regular. Arda Güler e Federico Valverde têm sido opções importantes para Mourinho, enquanto o regresso de Aurélien Tchouaméni aumenta as alternativas disponíveis.
Depois de vários anos como uma das figuras do Manchester City, Bernardo ainda não conseguiu assumir uma influência semelhante em Madrid.
Sete minutos em quatro jogos de Portugal
A utilização limitada prolongou-se nos compromissos da Seleção Nacional. Na estreia de Jorge Jesus como selecionador, frente ao País de Gales, Bernardo Silva acompanhou a vitória a partir do banco.
No encontro seguinte, diante da Noruega, em Oslo, entrou para disputar três minutos. Voltou a não ser utilizado contra a Dinamarca e, na segunda partida com os noruegueses, no Estádio do Dragão, teve uma participação de quatro minutos.
O balanço destes quatro jogos ficou, assim, pelos sete minutos em campo, sem qualquer presença no onze inicial.
À procura de continuidade
Entre Madrid e a Seleção, Bernardo atravessa uma fase de menor protagonismo. O desafio passa agora por transformar as oportunidades pontuais numa utilização mais regular, depois de um início de temporada em que ficou longe dos minutos e da influência a que estava habituado.
