Ana Sousa e Jéssica Maria confrontaram-se com as críticas feitas pelos colegas nas suas costas e responderam com acusações a Helena Isabel no «Especial» do «Big Brother All Stars», desta quinta-feira, 22 de outubro. No confessionário, perante Maria Botelho Moniz, as duas concorrentes contestaram as leituras sobre o seu jogo e apontaram à colega tentativas de influenciar as relações dentro da casa.
Ana rejeitou a ideia de que evita dar opiniões para escapar às nomeações. Jéssica recusou que a sua permanência dependa dos privilégios concedidos por Catarina Miranda e explicou por que deixou de confiar em Miguel Vicente.
Ana rejeita fugir às nomeações e aponta contradição aos colegas
O debate começou pela postura de Ana Sousa, acusada de não se comprometer nas discussões para evitar a votação do público. A concorrente respondeu com o percurso que fez na participação anterior.
“Eu já tive a oportunidade de dizer isso ao Luís quando ele me acusou exatamente do mesmo, de eu fugir às nomeações. Eu no meu programa fui nomeada todas as semanas e salva, portanto as pessoas querem-me ver aqui”, afirmou na emissão da TVI.
Ana considerou contraditório ser acusada de transmitir conversas e, ao mesmo tempo, de esconder aquilo que pensa.
“Aquilo que acontece é que eu não tenho necessidade de estar sempre a dar a minha opinião. Eu não consigo entender como é que esta gente me chama leva e traz quando eles são as pessoas que mais comentários fazem. Eu não consigo entender.”
A concorrente insistiu nessa incompatibilidade: “E depois dizem ao mesmo tempo que eu guardo as minhas opiniões para não ser nomeada. Isto não faz sentido nenhum.”
Helena no centro das acusações das duas concorrentes
Quando a conversa passou para os comentários de Helena Isabel, que chamou alcoviteira a Ana, Jéssica Maria reagiu sem hesitar: “Ela é super venenosa.”
Ana subscreveu a apreciação e acusou a colega de adaptar as relações aos interesses do momento.
“Ela é super venenosa, é a pessoa que mais manipula, é a pessoa que diz ao Francisco que é conflituoso, mas que agora o adora. É ela que agora convida a Catarina para passar para a grupeta das carretas.”
Na sua leitura, Helena procura estar presente em todas as conversas e manter influência junto de diferentes concorrentes.
“É ela que anda aqui nestes cruzamentos, é ela que se senta com todas as pessoas para falar sobre os assuntos. É uma pessoa que dá jeito ter opinião sobre tudo, sobre toda a gente. Ela quer conviver com toda a gente.”
O rótulo de “planta” não vai obrigar Ana a forçar intervenções
Maria Botelho Moniz perguntou a Ana se tinha mudado de comportamento depois de ser considerada uma das «plantas» da edição, recuperando a crítica de Helena de que passou a gritar mais para aparecer.
“O que a Helena diz é pouco proveitoso, até porque foi um convite do público a ter mais opinião sobre mim”, respondeu.
A concorrente garantiu, contudo, que não pretende disputar permanentemente a palavra ou procurar momentos de exposição.
“Mas eu não vou estar sempre: ó Maria, quero falar! Ó amigo, eu quero falar! Ó amigo, eu quero ir fazer o confessionário! Porque eu sei que a minha vez quando chegar é para eu dizer o que penso. E simplesmente eu respeito isso.”
Ana explicou que essa contenção corresponde à forma como escolheu estar no programa.
“Eu não tenho necessidade de estar constantemente a provar o meu valor, a provar a minha opinião, a provar o que quer que seja. Não tenho essa necessidade.”
“Estão super ansiosos para saber as minhas opiniões para me cair em cima”
A concorrente considerou que a curiosidade dos colegas sobre o seu posicionamento tem servido para procurar motivos de confronto, apontando Miguel Vicente como exemplo.
“Compreendo que os colegas estejam super ansiosos para saber as minhas opiniões para me cair em cima. Porque até agora é exatamente isso que o Miguel tem feito. Procurado saber a minha opinião e como eu não lhe dou a forma como penso, a forma como vejo, ele não acede a mim.”
Ana acrescentou que Catarina Miranda também tem procurado perceber como é vista pelos restantes participantes.
“Já não é a primeira vez que a Catarina pergunta a várias pessoas da casa qual é a opinião que eles têm a meu respeito, exatamente por não conseguirem antever o que é que poderá acontecer vindo da minha parte. Mas o que é certo é que eu vos garanto que eles estão super curiosos, mas não é para ir ladeira abaixo, garanto-lhe.”
Maria Botelho Moniz respondeu em tom de brincadeira: “É para ir ladeira acima. Elevar a taça.” Ao lado, Jéssica apoiou a possibilidade: “Ainda dá tempo.”
Jéssica recusa depender das vantagens dadas por Catarina
A apresentadora confrontou depois Jéssica Maria com a ideia de que tem avançado no jogo graças à proximidade com Catarina Miranda e às vantagens recebidas da líder.
Jéssica distinguiu a atribuição recente de um privilégio dos conflitos que já existiam na casa.
“As benesses da Catarina, ela deu-me o papiro da prova do líder. Foi agora que a Catarina se aproximou de mim. O problema já começou há mais tempo.”
Para a concorrente, o incómodo de Helena não está na sua reação à entrega do acesso ao cofre a Miguel, mas na relação que começou a construir com Catarina.
“Eu acho que a confusão da Helena não é a minha reação à Catarina ter dado o papiro ao Miguel. O que está a fazer confusão à Helena é a Catarina agora estar próxima de mim. Eu acho que é isso.”
A crítica terminou com um reparo direto: “É lamentável a Helena ter estes comportamentos.”
A atitude de Miguel que fez Jéssica perder a confiança
Questionada sobre um eventual conflito com Miguel Vicente, Jéssica recuou à segunda semana da competição e a um episódio relacionado com Diogo Cunha.
“Não tenho nada contra o Miguel. O Miguel teve uma atitude comigo na segunda semana por causa do Diogo Cunha, que eu percebi que o Miguel é daquelas pessoas que um dia está de uma maneira, outro dia está de outra.”
Esse momento, explicou, mudou a forma como passou a encarar o colega: “Ou seja, é uma pessoa em quem eu sei que não posso confiar e que é como ele acordar.”
Foi essa desconfiança que sustentou as suas reservas à entrega do acesso ao cofre, onde Miguel recebeu informação do exterior. Jéssica esclareceu que não estava a contestar o direito de Catarina escolher quem beneficia dos poderes da liderança.
“Eu não ponho em questão a Catarina dar o que quer que seja a quem for. Foi que o Miguel, sendo o papiro o acesso ao cofre, o cofre é uma coisa que tem que ir a alguém em quem nós confiemos, ou alguém que a gente saiba que nos vai dizer a verdade. E o Miguel nem vai chegar à verdade.”
“Eu sei que o Miguel é capaz de mentir”
Maria Botelho Moniz quis saber se Jéssica acreditava que Miguel iria usar estrategicamente a informação recebida. A concorrente respondeu afirmativamente e recuperou a sua própria experiência no cofre.
“Claro que sim. Eu tive pessoas quando fui ao cofre que me disseram: olha, utiliza isso da maneira que achares, mente, troca. Eu não consigo mentir. E o Miguel, eu sei que o Miguel é capaz de mentir.”
A conversa regressou depois a Helena Isabel. Jéssica acusou-a de tentar afastar os colegas de si e manifestou estranheza perante a distância de Carlos Sousa, com quem já participou noutros programas.
“A Helena quer pôr toda a gente contra mim. Já vi várias situações da Helena querer pôr as pessoas contra mim e não estou a perceber a atitude do Carlos. Eu já não via o Carlos há muito tempo, nós já fizemos uns dois programas juntos e o Carlos está super distante, super diferente.”
Ana acompanhou a acusação: “Eu sei que é influência da Helena.” Questionou ainda a necessidade de Helena dizer a Catarina que não tinha de se justificar, sugerindo que poderia existir ciúme em relação às novas aproximações da líder.
Ana acusa Helena de escolher o que mostra nos diretos
Na parte final da conversa, Ana Sousa apontou uma diferença entre a imagem que Helena apresenta nas emissões em direto e a linguagem que utiliza noutros momentos da convivência.
“É completamente incongruente a postura que a Helena adota nos diretos e com as posturas engraçadas com que transmite e depois o tipo de linguagem que tem. É uma pessoa que sabe muito bem escolher os momentos em que fala e as horas em que fala.”
Antes de regressar à sala, a concorrente voltou aos rótulos de alcoviteira e de leva e traz, defendendo que as suas intervenções são sinceras e dirigidas às pessoas com quem quer falar.
“Tem a necessidade de ter estes momentos para dizer que eu sou alcoviteira ou leva e traz. O problema dela é exatamente esse, é que as poucas opiniões que eu dou são verdadeiras e sinceras e dou-as a quem eu quero. Não sou uma pessoa que anda a atirar aqui, ali e acolá para andar a fazer cruzamentos para ela se safar, para ela ter apoio.”
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