Big Brother All Stars: Diogo Cunha desiste e denuncia “ambiente tóxico”, durante a noite desta quarta-feira.
O concorrente confirmou a saída no confessionário e revelou que recebeu aconselhamento de um enfermeiro e de uma psicóloga para se afastar daquele ambiente. Maria Botelho Moniz lamentou a decisão, mas sublinhou que o bem-estar dos participantes está acima do jogo.
Diogo Cunha desistiu do “Big Brother All Stars” nesta quarta-feira, 7 de outubro. A decisão foi confirmada durante o “Especial” da TVI, numa conversa com Maria Botelho Moniz em que o concorrente explicou que já não queria continuar a acordar numa casa marcada por discussões.
Antes de abordar os motivos, procurou tranquilizar quem o acompanhava: “Primeiro dizer aos meus amigos e à minha família que está tudo ok, para não se preocuparem. Começamos por aí, está bem?”
Depois, foi direto: “Eu preciso mesmo de me retirar deste ambiente, Maria.”
O segundo classificado do “Big Brother 2020” contou que regressara com vontade de “brincar ao Big Brother”, explorar alianças, disputar lideranças e desenvolver uma estratégia. Encontrou, porém, uma experiência diferente daquela que pretendia viver.
“Não estar num ambiente em que eu acordo de manhã e gritaria, berros, diz-se-que-diz-se, palavrões, conflitos. É o normal, é o prato do dia, sabe? E de vez em quando joga-se.”
“Tenho que ouvir os sinais do meu corpo”
Maria Botelho Moniz perguntou se não seria possível reunir os concorrentes que partilhavam o mesmo desconforto e procurar uma mudança. Diogo garantiu que já tinha tentado.
“Totalmente de acordo, Maria, e eu tenho tentado fazê-lo no último mês e desde o início.”
O participante sublinhou que a desistência não foi decidida “de ânimo leve” e revelou que o aconselhamento recebido após avaliações físicas e psicológicas pesou na escolha.
“Com os aconselhamentos que eu tive das avaliações física e psicológica, do enfermeiro e da psicóloga, que me recomendaram a eu ser retirado deste ambiente, eu também tenho que de alguma forma ouvir os sinais do meu corpo e respeitar tudo isso e retirar-me com imensa pena.”
A decisão surgiu depois de a TVI ter anunciado que um concorrente manifestara uma forte intenção de desistir, sem revelar a sua identidade. No confessionário, Diogo manteve a vontade de sair.
Diogo queria mais estratégia e menos discussões
O concorrente explicou que, na sua perspetiva, os conflitos tinham passado a ocupar o espaço que deveria pertencer ao jogo.
“Isto devia ser muito jogo, muitas lideranças, muitas alianças, muitas quebras de confiança, muito aquele disse aquilo, aquele fez assado. Mas em relação ao jogo em si e às nomeações, a meu ver, isto é a forma de eu ver, mas não, é exatamente o contrário que aqui acontece. É muito, é um ambiente que não é, olha, é um ambiente tóxico.”
A repetição das discussões estava, segundo contou, a afetar a forma como encarava cada novo dia.
“O normal é gritaria e berros. Faz com que eu desperte todos os dias de manhã a não querer despertar aqui todos os dias de manhã.”
Diogo referiu ainda que, por vezes, chegava ao fim do dia sem conseguir contabilizar todos os confrontos a que tinha assistido. Para o concorrente, as divergências poderiam alimentar conversas e debates, mas tinham-se tornado demasiado frequentes.
“As palavras são ditas sem qualquer significado”
Questionado sobre a autenticidade das discussões, Diogo mostrou-se mais preocupado com a ausência de consequências nas relações do que com a possibilidade de os confrontos serem fabricados.
“Eu já começo a sentir, mais do que fabricado ou real, eu já começo a sentir é que as palavras são ditas sem qualquer significado nesta casa.”
Como exemplo, apontou os momentos em que alguém afirma “nunca mais falo contigo”, para, “exatamente 5 segundos depois”, os envolvidos estarem “aos abraços”.
Na sua leitura, as palavras “perdem peso”, porque “saem da boca para fora e pronto, é só mais um, é só mais uma coisa”.
Apesar das críticas, reconheceu potencial em vários colegas. Identificou Francisco Monteiro como um “grande influenciador”, embora considere que o próprio “não admita a influência que tem”. Mencionou também Noélia, Helena Isabel, Jéssica, David Diamond, Catarina Miranda e Daniela Santos como participantes capazes de contribuir para uma dinâmica mais centrada no jogo.
Maria Botelho Moniz: “O mais importante é o bem-estar”
Depois da conversa, Maria Botelho Moniz lamentou a saída de Diogo Cunha e reconheceu a perda que representa para o programa.
“Infelizmente, as desistências também fazem parte desta experiência. E é uma pena ver alguém como o Diogo, um jogador, um concorrente, uma pessoa como o Diogo ter de sair desta forma.”
A apresentadora deixou, contudo, clara a prioridade: “O mais importante é o bem-estar dos nossos concorrentes, sempre. Isso está acima de tudo o resto, mas claro, ficamos com pena de o ver sair, mas de certeza que nos visitará nas galas como ele já disse. No domingo estará lá para nos fazer uma visita.”
Diogo agradeceu à TVI e ao Big Brother, confirmou a intenção de estar presente na gala de domingo, 11 de outubro, e pediu algum tempo para descansar.
“Nos próximos dias também aproveito e peço à TVI para me deixarem um bocadinho em paz, que eu preciso mesmo de dormir.”
A desistência juntou-se às saídas inesperadas de Teresa Silva e Érica Silva, ambas expulsas diretamente na sequência de comportamentos perante colegas da casa.
Miguel contesta a proibição dos tachos: “Só quem me tira daqui é o povo”
No mesmo dia, Miguel Vicente voltou a contestar a intervenção do Big Brother, depois de ter sido proibido o uso de tachos e panelas para incomodar os restantes concorrentes.
Em conversa com Daniela Santos, o algarvio manifestou revolta: “É acumulação de cenas. Cansei já. Estou revoltado com isto tudo.”
Miguel afirmou que pretendia continuar na competição e desafiou a regra entretanto anunciada.
“Agora só quem me tira daqui é o povo. Quando o povo quiser que eu saia, eu saio. Tem que levar comigo. E se a malta quiser bater tacho outra vez, bate tacho.”
Quando Daniela lhe recordou a proibição, respondeu: “Proibiu? Olha o que é que me vai fazer, vai-me expulsar? Eu que me expulso.”
Apesar dos alertas da colega, insistiu: “Estou-me a lixar para a razão.”
O Big Brother esclareceu que a medida se aplicava a todos, uma vez que vários participantes já tinham recorrido ao mesmo comportamento. Miguel manteve a contestação: “É engraçado. Só fala quando fui eu.”
“Abriram precedentes em várias situações, só não abrem quando sou eu. Cansei-me já disso, meu”, acrescentou, antes de concluir: “Estou-me a lixar para isto.”
Adriano Silva Martins critica o tratamento dado a Daniela
As relações entre os concorrentes continuaram também a motivar reações no exterior. Na rede social X, Adriano Silva Martins comentou a forma como Francisco Monteiro e Kina se têm dirigido a Daniela Santos.
“A Daniela é muito intensa, mas sinceramente o Zaza e a Kina são altamente indelicados com ela”, escreveu.
A observação surgiu numa altura em que a bailarina enfrenta divergências com ambos: com Francisco, em sucessivas discussões sobre o seu posicionamento no jogo; com Kina, depois de esta ter levado para a casa queixas sobre a amizade entre as duas.
