Hélder admite que Helena o “sufocou” durante a participação no «Big Brother All Stars» e reconhece que teve receio de prejudicar a amizade. No «Dois às 10» desta segunda-feira, 2 de novembro, o concorrente expulso analisou também Francisco Monteiro e a proximidade entre Catarina Miranda e Carlos Sousa.
Recebido por Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, Hélder começou por revelar que esperava a saída de Renata Reis.
“Sim, toda a gente estava a falar que supostamente devia ser a Renata.”
Ao procurar explicar a própria expulsão, reconheceu que não foi sempre claro sobre o efeito da proteção de Helena no seu jogo.
“Eu acho que se calhar foi um bocadinho a Helena que me sufocou um pouco, embora eu dissesse que não sufocava e outras vezes dissesse, porque tinha receio de estar ali a perder uma amizade. E acabei por me enterrar.”
“Eu queria estar solto”
Hélder explicou que pretendia conviver com diferentes concorrentes, sem se comprometer com um grupo.
“Eu queria estar solto, não queria estar posicionado com ninguém. Se calhar até podia sentir que o Miguel me dava um grande porto de abrigo, estar ali a conviver, a brincar.”
Segundo contou, Helena procurava frequentemente a sua companhia.
“A Helena dizia: ‘Anda cá, meu Helderzinho, anda para aqui um bocadinho’. Depois punha a mão, depois coçava, depois cheirava. Tem um vício que está sempre a cheirar o pescoço.”
Embora interpretasse esses gestos como parte da forma de ser da amiga, confessou preocupação com a leitura que poderia ser feita no exterior.
“Tinha receio de passar uma imagem diferente lá para fora. Imagina que a minha namorada até nem estava a gostar.”
O assunto tinha sido conversado antes da entrada no programa.
“Antes de entrar alertei logo: ‘Atenção que vai acontecer isto. Ela vai querer que eu coce os pés’. E a minha namorada na altura disse: ‘Olha, atenção, Hélder, não me importa que faças uma vez, mas não são várias vezes. E cuidado com as massagens normais, tu a fazeres a ela ou ela a fazer a ti’.”
Hélder reconhece dificuldade em impor limites
O antigo concorrente admitiu responsabilidade na forma como geriu a proximidade.
“Dá outro espaço, porque eu tenho um problema. Se me deres um dedo, eu quero o braço todo.”
Quando Cláudio Ramos lhe apontou que cabia a si estabelecer limites, Hélder respondeu: “A Helena também já sabe esse meu ponto fraco e provoca-me, atiça, e eu não consigo dizer que não a nada.”
Também revelou dúvidas que teve durante a permanência na casa.
“Senti que ela estava a fazer um bocadinho a mesma peça que foi em 2021. Às vezes ainda pensava: será que ela vai querer provocar-me com o que eu faça, para eu deslizar e escorregar como escorreguei da outra vez?”
A placa verde e o conflito com Ana Sousa
Hélder explicou por que mudou de ideias na avaliação da liderança de Helena, depois de lhe ter anunciado que daria uma placa vermelha.
“Não concordei, tanto que tinha dito: ‘Ó Helena, vou dar-te vermelho’. Mas entretanto, na quarta ou na quinta-feira, comecei a sentir as coisas muito diferentes. Pensei: estou tanto do lado dela, brincámos tanto, até pôs aqui uma alimentação saudável, deve ter falado com algum nutricionista. Vou dar-lhe o verde porque se calhar ninguém vai dar.”
Sobre as discussões com Ana Sousa, não poupou a amiga.
“Em primeiro lugar é a Helena que não tem razão nenhuma, nem sequer devia ter falado ou usado algumas palavras. Depois perde a razão toda pela maneira como começa a falar. A Helena gosta de frisar bem aquelas palavras.”
Também criticou a decisão de Ana de despejar o descafeinado.
“É vingança, nota-se perfeitamente que é vingança. Mais valia ela ter pegado no descafeinado e dizer a todos: ‘Olha, malta, o que devia fazer agora era virar isto, mas não vou fazer por respeito a todos’.”
Helena terá de se apoiar em Carlos e Catarina
Questionado sobre o futuro de Helena na casa, após receber sete votos nas nomeações da gala, Hélder antecipou pressão dos colegas.
“Vai olhar para ela, vai, toda a gente vai dizer que, olha, pronto, saiu uma peça do teu puzzle. E agora, como é que tu te vais safar? Agora vamos ver que cartas é que tu vais conseguir dar.”
O antigo concorrente identificou Carlos Sousa e Catarina Miranda como os apoios mais prováveis.
“Ao Carlos, só Carlos, e à Catarina. Mas eu acho que ela se posiciona um bocadinho com a Catarina, mas também confia desconfiando.”
Hélder elogiou a capacidade de Catarina para compreender o formato.
“Eu acho que a Catarina é uma excelente jogadora, ela adora isto, sabe as coisinhas todas ao pormenor, o que é que vai acontecer, o que é que vai ser feito, como é que são as nomeações dos fãs. Ela domina isto, sabe aquilo tudo direitinho. E eu acho que a Helena veio aproveitar, se calhar, um bocadinho do jogo da Catarina.”
Sobre se Catarina é amiga ou apenas confidente de Helena, respondeu: “É capaz de ser as duas coisas. É amiga, mas de vez em quando também encosta.”
As críticas a Francisco Monteiro
Hélder afirmou ainda que se sentiu desvalorizado por Francisco e levantou a hipótese de existir algum ciúme da sua maneira de estar.
“O Francisco, não sei o porquê. Acho que disse uma vez: ciúmes. Será de eu ser assim tão divertido? Palhaço? Já tive com o Francisco duas vezes, cá fora. Uma das vezes disse uma coisa cá fora que não gostei, mas não interessa.”
Depois de brincar com a possibilidade de ser por “ser o mais giro”, lamentou ter sido chamado de “acéfalo”.
Apesar das críticas, reconheceu qualidades ao colega.
“É um bom jogador, tem um bom dicionário de palavras ricas, sabe ter um bom diálogo, sabe conversar. Sente que tem esse poder, sabe falar melhor que os outros.”
Na sua interpretação, Noélia gosta de Francisco, mas a proximidade também tem uma componente estratégica. Hélder considerou ainda que o concorrente não se dirige a Carlos Sousa da mesma forma como se dirigia a si.
“Olha como é que o homem é!”
A conversa passou depois para o eventual interesse de Catarina Miranda em Carlos Sousa. Hélder afirmou ter interpretado alguns comentários no quarto como sinais de atração.
“Eu acho que sim. Olha que a Catarina, mesmo tendo 27 anos, olha que eu tive ali muitas situações no quarto, em off. A forma como ela olhava para mim: oh, Hélder, olha para aí, ai meu Deus.”
Cristina perguntou se as observações eram dirigidas a Hélder ou a Carlos. O convidado explicou o episódio.
“Não, ela apontava para mim. A Catarina estava aqui a dormir e o Carlos, há um dia à noite que puxa assim um bocadinho o pijama para baixo. E mostra o seu tanque todo. E ela: meu Deus!”
Segundo Hélder, a concorrente procurava partilhar consigo o que estava a observar: “E como eu estava ao lado, ela estava-me sempre a dizer: olha para aí, olha como é que o homem é!”
Questionado sobre a existência de atração física, respondeu: “Eu senti isso, senti isso.”
A hipótese de uma aproximação, caso Carlos mostrasse abertura, mereceu uma resposta cautelosa: “Não digo a 100%, mas se calhar assim um bocadinho em off ela vai.”
Hélder terminou referindo a distância que Carlos tem mantido.
“Eu até fiquei assim admirado, disse: oi, como é que o Carlos não quer? Não, é estranho. O Carlos disse que está ali uma cruz com mulheres, nem quer estar a dormir com ninguém. Não sei se é alguma imagem que ele quer passar cá para fora, não percebi. Ele diz que não quer, não quer, e ficou chateado.”
